A cidade de Ferraz de Vasconcelos poderá ter uma delegacia de pessoas desaparecidas. O pontapé inicial para a possível criação de um espaço especializado nesse tipo de atendimento à população está sendo dado pelo vereador Clovis Ottoni Sousa (PSD), o Clovis Ottoni Eletricista. Ele (foto) inclusive já elaborou uma indicação com esse objetivo para o Poder Executivo. Com isso, o texto espera ser lido em plenário e depois enviado para as diligências cabíveis.

Nela, o parlamentar propõe ainda que a delegacia de pessoas desaparecidas poderá ser implantada na cidade em parceria não apenas com o governo estadual, mas com entidades afins e sem fins lucrativos. Na prática, o vereador tem esperança de que a sua reivindicação será estudada no momento certo pela municipalidade e comprovada a sua viabilidade não terá impedimento para que a administração local não tire a sugestão do papel. “A medida representa um alento para o drama de inúmeras de pessoas”, diz.

De acordo com a Delegacia de Investigação de Pessoas Desaparecidas do governo paulista, em média, 20 pessoas somem por dia no Estado. A maioria delas é formada por adolescentes, de 13 a 18 anos de idade que de forma voluntária sai de casa sem comunicar os pais. Em contrapartida, quando a decisão é motivada por ato de rebeldia momentânea do jovem em torno de 96% voltam para logo para o lar. No Brasil, cerca de 250 mil pessoas desaparecem por ano sem deixar rastro.

Já os casos mais complicados envolvem desaparecimentos por crimes como homicídio, cárcere privado, trabalho escravo e exploração sexual. A grande dificuldade é que a pessoa é levada para outro município, estado ou até mesmo para fora do País. Por isso, nessas situações exigem um processo mais apurado de investigação. O mais importante em todos os casos é a comunicação imediata do sumiço à delegacia mais próxima.

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