Mudanças em diferentes sistemas do organismo podem ter um único motivo: a alteração na produção dos hormônios da tireoide. A pequena glândula, com aproximadamente 13 gramas, localizada entre o pescoço e a região torácica, tem papel fundamental nos processos fisiológicos de todo o corpo.

A falta ou o excesso de produção da triiodotironina (T3) e tiroxina (T4), os dois hormônios produzidos pela tireoide, são fatores do desenvolvimento do hipotireoidismo e hipertireoidismo, respectivamente. De acordo com a endocrinologista Vivian Estefan as causas mais frequentes para esses problemas são hereditárias e genéticas.

Sinais claros e opostos caracterizam as doenças, no caso do hipotireoidismo, a falta de produção dos hormônios tende a diminuir o ritmo do metabolismo. Por isso, sonolência, desânimo e lentidão são algumas características detectadas. Ainda de acordo com a endocrinologista, sintomas em outros sistemas do corpo também podem acontecer.

“O paciente apresenta intolerância ao frio, desaceleração dos batimentos cardíacos e ganho de peso, pois o metabolismo fica mais lento. Além disso, pode ocorrer interferência na digestão, deixando-a mais demorada”, salienta.

No caso da produção em excesso dos hormônios, o hipertireoidismo, há uma aceleração do metabolismo. Nesta situação, os indícios são de nervosismo, insônia, impaciência, transpiração excessiva e digestão rápida, podendo ocorrer diarreia.

Vivian Estefan alerta que essa rapidez do metabolismo acarreta, em alguns casos, consequências mais graves, como a taquicardia e arritmias. “O perigo do hipertireoidismo está no fato provocar uma parada cardíaca súbita. No hipotireoidismo a mesma situação pode levar ao coma, porém este é um processo mais lento e gradual”, complementa a médica.

O tratamento difere de acordo com o diagnóstico. Para os pacientes com falta de hormônios, é necessária a reposição hormonal. Já para quem sofre com o excesso da produção, a endocrinologista explica que podem ser três opções. “O hipertireoidismo é controlado por meio de medicamento de forma oral, uso de iodo radioativo e, em casos especiais, cirurgia”, finaliza.

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