De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos em nosso país, cerca de 160 mil casos todos os anos. A doença que, ainda em 2018, deve acometer cerca de 85 mil homens e 80 mulheres, segundo projeções do Inca, divide-se em três tipos: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular ou melanoma.

“Procurar orientação médica ao menor sinal diferente na pele e adotar, de maneira constante, o uso de protetor solar e de barreiras físicas, como chapéu, boné e guarda-sol ainda são as maneiras mais eficientes de se evitar o câncer de pele”, orienta o cancerologista Flávio Isaias Rodrigues, diretor clínico do Centro Oncológico Mogi das Cruzes

O carcinoma basocelular é o tipo mais comum – corresponde a 95% dos casos – e, também, o que apresenta mais chances de cura quando detectado precocemente. Ele é causado pelo crescimento descontrolado de células escamosas anormais e pode ser identificado pelo aparecimento de manchas rosadas na camada superior da pele, a epiderme, e em regiões mais expostas ao sol, como rosto, pescoço, orelhas, ombro, costas e couro cabeludo. Mas há casos, embora raros, detectados em locais que costumam estar protegidos dos raios ultravioleta.

O carcinoma espinocelular, por sua vez, tem sua origem nas células basais, localizadas na camada mais profunda da epiderme, e é mais comum entre os homens. O excesso de exposição solar é uma das causas do carcinoma espinocelular, mas não a única. Há indivíduos que desenvolvem o segundo tipo mais comum de câncer por terem recebido órgãos transplantados e feito uso de drogas antirrejeição.

Também há registros de carcinoma espinocelular entre dois grupos: pacientes submetidos a tratamentos de radioterapia, quimioterapia; e pessoas que já apresentam problemas crônicos na pele, como feridas que não cicatrizam e sangram ocasionalmente. O carcinoma espinocelular pode ser identificado por meio de nódulos de cera branco ou manchas escamosas acastanhadas.

Já o melanoma representa apenas 3% dos casos totais de câncer de pele, porém é considerado o mais grave de todos devido à sua alta possibilidade de metástase (condição em que doença atinge outros órgãos). Quando o diagnóstico é realizado precocemente, as chances de cura são de mais de 90%.

Assim como o carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular, a exposição excessiva ao sol sem proteção solar ou barreiras físicas, estão entre as principais causas do melanoma cutâneo, que também podem se manifestar em forma de pintas altas de formato irregular e textura rugosa, que aumentam de tamanho e mudam de formato.

Além de adotar hábitos para se proteger do sol, pessoas que têm histórico de melanoma na família devem realizar exames preventivos regularmente. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o risco é maior quando há casos registrados em familiares de primeiro grau.

Tratamento

Somente um médico poderá fornecer o diagnóstico correto e indicar o tratamento adequado para o tipo de câncer detectado, de acordo com a idade, histórico médico e condições físicas gerais do paciente.

A cirurgia é o procedimento mais indicado, mas somente avaliando caso por caso é possível saber se ela será combinada aos tratamentos de radioterapia ou quimioterapia.

Fonte: Linha Fina

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