De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 15 milhões de brasileiros têm problemas auditivos, que significa algo em torno de 30 milhões de pessoas. Tais dados apontam que o problema deve ser levado à sério já que afeta a qualidade de vida das pessoas. 

“A surdez pode ser congênita ou adquirida e muitos casos podem ser evitados com medidas simples, como evitar exposição a ruídos altos (acima de 85dB), por mais de 8h ao dia e adotar um estilo de vida saudável. Além disso, é fundamental fazer uma avaliação no especialista todos os anos, para acompanhar se existe a perda auditiva”, explica o otorrinolaringologista Mohamad Saada, da Clínica Respirar.

A surdez pode ser congênita ou adquirida. Dados da Sociedade Brasileira de Otologia mostram que de cada mil crianças nascidas no país, três a cinco já nascem com deficiência auditiva. “Nos casos de surdez congênita, os pais não devem dispensar o exame do pezinho, *e pode ser diagnosticado pelo teste da orelhinha* devendo levá-las ao médico assim que possível”, destaca o médico.

Nos casos da surdez adquirida, ela pode ser classificada como condutiva – quando já um bloqueio na transmissão do som – ou neurossensorial – quando há uma falha no nervo auditivo. Saada esclarece que: “na condutiva, ferimentos no tímpano ou entupimento no conduto auditivo podem impedir a vibração do tímpano. Já na neurossensorial, infecções virais, envelhecimento natural das células, efeitos colaterais de medicamentos e exposição a ruídos muitos altos, podem ser alguns dos causadores”, esclarece o especialista.

Outro tipo de surdez adquirida é a presbiacusia, relacionada à idade. Saada comenta que “os idosos são mais susceptíveis, já que a diminuição da capacidade de divisão celular aliada a fatores degenerativos provoca a perda da audição”.

Os cuidados com a saúde auditiva são fundamentais para evitar problemas futuros. “Não apenas no Dia de Prevenção e Combate à Surdez é importante nos atentarmos para essa questão. As consequências negativas que a doença traz reduzem significamente a qualidade de vida das pessoas, resultando em problemas mentais e sociais”, finaliza.

Fonte:Linha Fina Assessoria

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