Reuniões deste mês com alunas do curso ainda debateram a Lei Brasileira de Inclusão e o Sistema Único de Saúde   


Após a programação especial de prevenção e combate à violência contra a mulher, em agosto, o curso de Promotoras Legais Populares (PLPs) retomou as aulas regulares em setembro. Os encontros semanais foram marcados por assuntos pertinentes ao período, como a abordagem à campanha “Setembro Amarelo” e a explanação sobre a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), em referência ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, lembrado no último dia 21.

No Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, em 10 de setembro, a produtora de eventos Ana Rosa Augusto emocionou o público ao compartilhar a história vivenciada em sua família. O tema engajou as participantes que também identificaram situações próximas que merecem atenção. O encontro ainda foi mediado pela psicóloga Débora Priscila, atuante no Centro de Assistência Psicossocial (Caps) Entrelaços, voltado ao atendimento de jovens.     

Já o tema LBI foi ministrado pela educadora e especialista em língua de sinais, Samara Salvador. Na oportunidade, o anfiteatro Orlando Digenova ficou lotado, com a participação de visitantes interessados na temática. A palestrante apresentou informações sobre o estudo da pessoa com deficiência e a legislação. “Já sabemos dos direitos, mas como garanti-los? É sobre isso que precisamos refletir”, disse. Ela explicou que inclusão é respeitar o outro dentro de suas limitações e que as terminologias das palavras têm papel fundamental para a quebra de paradigmas e preconceitos.

Outro importante tema abordado no último mês foi o conceito do Sistema Único de Saúde (SUS), aplicado pela psicóloga Adriane Vasti. A especialista falou da saúde como direito social, valor coletivo, físico e psicológico, assegurado sem distinção. “O SUS é baseado nos princípios da universalidade, integralidade e equidade”, pontuou ela, ao explicar a relevância da contribuição histórica e popular dos movimentos sociais, principalmente voltados à população de rua e às mulheres. 

O último encontro de setembro foi conduzido pela advogada Cláudia Patrícia de Luna, que é presidente da Comissão da Mulher Advogada da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e membro de grupos da Organização dos Estados Americanos (OEA), além de especialista no tema tráfico de pessoas. Cláudia falou sobre os direitos humanos enquanto pauta humanitária essencial.

Durante sua contribuição ao curso, a advogada reforçou a importância das promotoras legais populares. “Encontrar as promotoras é o que me motiva, recarrega minhas forças. A educação popular é nossa ferramenta de transformação da sociedade”, disse. 


Para a madrinha do projeto e presidente do Fundo Social de Solidariedade, a primeira-dama Larissa Ashiuchi, o Serviço de Ação Social e Projetos Especiais (Saspe) tem cumprido seu papel com as suzanenses. “Caminhamos para a reta final desta edição do curso com a certeza de fomentar o reconhecimento da cidadania e de formar lideranças que serão parceiras da sociedade, enquanto interlocutoras com o Poder Público. Agradeço o empenho da coordenadora Sandra Nogueira, que não mede esforços para o êxito desta ação”, destacou.

Fonte e Crédito das fotos: Mauricio Sordilli/Secop Suzano

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