Claudio Ramos denuncia a falta de papel higiênico em centros sociais

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Apesar de receber o repasse mensal da ordem de R$12 mil do governo federal para manter o seu custeio, unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Ferraz de Vasconcelos estão à míngua, ou seja, não têm sequer papel higiênico, material de escritório e kits de cestas básicas para doar a famílias carentes, isto é, em situação de alta vulnerabilidade social. Os órgãos cuidam, por exemplo, do programa Bolsa Família que atende mais de 6,8 mil famílias na cidade. A denúncia partiu do vereador Claudio Ramos Moreira (PT).

Na segunda-feira, dia 21, o petista apresentou um requerimento para que a Câmara Municipal tenha conhecimento de valores de transferências feitas pela União no período de janeiro deste ano até a presente data para bancar o funcionamento de Cras locais. Segundo ele, por problemas no atendimento muitos munícipes tem procurado o seu gabinete para reclamar dessa situação de total penúria em que vivem os Cras. Para vereador, o sucateamento desses organismos é inaceitável. “Na verdade, servidores estão comprando papel higiênico, o que é um absurdo”, diz Claudio Ramos.

Convém destacar que essas unidades representam a principal porta de entrada da assistência social no município e, portanto, compete a Secretaria de Promoção e Desenvolvimento Social fazer o possível para mantê-las em pleno funcionamento, ou seja, socorrendo pessoas carentes. Na cidade, os Cras estão instalados na Avenida Brasil, 1.229, no centro, na Rua Geny Gomes, 153, no Jardim Bela Vista, na Rua Américo Trufelli, 60, no Parque São Francisco e na Rua Francisco Sperandio, 700, na Cidade Kemel, na região da Vila Santa Margarida.

A falta de dinheiro também afeta o dia a dia de Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), ao lado da Câmara Municipal e no Centro de Integração da Cidadania (CIC), no Parque São Francisco. As duas unidades públicas são responsáveis pelo atendimento famílias pobres que vivem em situação de risco ou que tiveram os seus direitos sociais básicos violados. Para manter em operação, os governos federal e estadual mandam, respectivamente, R$14 mil e dez mil por mês, mesmo assim, as famílias beneficiadas estão sendo prejudicadas.

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