Greve dos bancos chega a 3 semanas e ainda fecha agências no Alto Tietê

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A greve dos bancários completa três semanas e continua fechando grande parte das agências do Alto Tietê.  A paralisação começou no dia 6 de setembro. Uma rodada de negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) está marcada para as 14h. Regina Cardoso de Siqueira, diretora de imprensa do Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes e região – que atende também Suzano, Poá, Biritiba Mirim e Salesópolis – estima que por volta de 80 agências estão fechadas na área de atuação da entidade. “Está tudo fechado, tanto os bancos públicos quanto privados. Temos uma negociação marcada para esta terça-feira. Vamos ver o que será oferecido.”

O Sindicato dos Bancários de São José dos Campos, que abrange também Guararema e Santa Isabel, informou que são cinco agências fechadas em Guararema e sete em Santa Isabel. Em Ferraz de Vasconcelos, 100% das agências estão fechadas, em Itaquaquecetuba os bancos públicos estão fechados e em Arujá todos os bancos estão paralisados. A informação é do Sindicato dos Bancários de Guarulhos que cuida desses municípios do Alto Tietê.

O delegado sindical das lotéricas do Alto Tietê e proprietário de um estabelecimento em Mogi das Cruzes, Roberto Pirani, explica que essa semana as lotéricas estão com um movimento tranquilo. “É que acabou o período de vencimento de contas que começa no quinto dia útil do mês. Agora é ver se a greve continua. Isso porque em outubro tem IPTU e se chegar alguém com muitos carnês, trava o caixa e o atendimento é prejudicado”, explica Pirani. Por conta do valor que recebe da Caixa Econômica Federal (CEF) pelo recebimento de contas, ele diz que é inviável a contratação de novos funcionários ou a ampliação do horário de atendimento.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) informou que haverá uma nova rodada de negociação nesta terça-feira (27), às 14h. Segundo a entidade está mantida a proposta  apresentada em 9 de setembro. A proposta, segundo a federação, “consiste não apenas no reajuste de 7% para os salários e benefícios, mas também a um abono de R$ 3.300,00 a ser pago até 10 dias após a assinatura do acordo. A proposta resulta numa remuneração superior à inflação prevista para os próximos doze meses, com ganho expressivo para a maioria dos bancários”.

De acordo com o Sindicato dos Bancários, a categoria reivindica reajuste salarial de 14,78%, incluindo reposição da inflação mais 5% de aumento real. Os bancários também querem participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários mínimos, equivalente a R$ 8.317,90, piso de R$ 3.940,24, vale-alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio creche/babá de R$ 880 ao mês. Ainda na pauta estão melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral, fim das demissões e mais contratações, combate às terceirizações, plano de cargos e salários, etc.

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