O plenário da Câmara Municipal de Ferraz de Vasconcelos derrubou o veto total ao projeto de lei que dispõe sobre a criação do Fundo Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal (Fubem) aprovado pela Casa, em dezembro passado. A votação unânime da mensagem do Poder Executivo ocorreu na sessão ordinária, na segunda-feira, dia 19.  Para o governo local, a matéria apresentava vício de origem, ou seja, não poderia ter sido feita por vereador como é o caso de Claudio Roberto Squizato (PSB). Agora, o texto será publicado nos próximos dias pela Mesa Diretora.

            Para o autor, o veto seria até mantido pelos parlamentares se o prefeito, José Carlos Fernandes Chacon (PRB), o Zé Biruta tivesse cumprido a promessa de encaminhar um novo projeto de lei com a mesma finalidade, conforme anunciou na primeira sessão ordinária deste ano, no último dia 5. Ainda, segundo Claudio Squizato, a sua proposta não gera nenhum tipo de despesa e, portanto, não influencia em nada no orçamento municipal, o que é uma prerrogativa legal exclusiva do chefe do Poder Executivo.  “O fato é que não podemos prejudicar a causa animal na cidade”, diz.

            Claudio Squizato acrescentou também que a falta de uma política pública voltada para o segmento representa uma verdadeira questão de saúde pública, sobretudo, levando-se em consideração a grande quantidade de animais abandonados no município. “Aliás, um dos principais objetivos do Fubem será angariar verba para financiar políticas públicas de controle populacional, principalmente, de cachorros e gatos, isto é, por meio da esterilização”, atesta.  Além disso, a medida incentivará ainda a posse responsável, a construção de um abrigo e alimentação adequada.

            Por sua vez, as receitas do Fubem podem vir de doações e subvenções de pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, entre outras, alternativas de financiamento. Para estimular a doação por munícipes, o texto estabelece o envio de um boleto de contribuição anual e facultativa de R$10,00 no carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). O Fubem será subordinado a Secretaria da Saúde e as suas contas anuais dependeriam da aprovação do Conselho Municipal de Saúde (Comus). O dinheiro do Fubem terá como destino obrigatório uma conta corrente específica em estabelecimento oficial de crédito indicado pela pasta da Saúde.