Fonte: G1

Sete candidatos à Presidência da República apresentaram nesta quinta-feira (16) propostas de governo no evento Mulheres Com os Presidenciáveis, organizado pelo Grupo Mulheres do Brasil, criado em 2013 por 40 mulheres executivas de diferentes segmentos da sociedade.

A sabatina aconteceu em um teatro, na Zona Sul de São Paulo, e contou com a participação dos presidenciáveis Álvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB), João Amoêdo (Novo), Marina Silva (Rede) e Vera Lúcia (PSTU).

Confira o que disseram os candidatos sobre a questão da “Inserção das mulheres em cargos estratégicos”:

Para a candidata Marina Silva (REDE), as mulheres vivem uma situação de injustiça grave por receberam salários menores do que os homens e por causa da violência contra elas. Marina disse que, se eleita, pretende criar condições para igualdade de oportunidades entre homens e mulheres. “Com educação de qualidade, segurança, inclusão produtiva, recursos para [mulheres] desenvolverem e assistência técnica [para] os seus próprios negócios”, disse.

Já a presidenciável Vera Lúcia (PSTU) disse que é impossível resolver o problema da humanidade, da exploração e da opressão enquanto houver uma pessoa oprimida no mundo. A candidata defendeu união de homens e mulheres na luta contra os que exploram os trabalhadores. “[Aqueles] que nos condenam ao subemprego, que nos condenam ao trabalho com salários arrochados, que nos tiram os direitos, que nos tiram o direito à creche, que condenam os nossos filhos à cadeia, que condenam os nosso filhos à morte”, afirmou.

O candidato Álvaro Dias (Podemos) citou eventos históricos, como a Revolução Francesa, para falar de igualdade e liberdade. Álvaro Dias também falou que o país precisa adotar uma pauta para que a mulher exerça “protagonismo” na economia e na política. Ele disse que, se eleito, convidará uma mulher para assumir a Secretaria Nacional de Política para Mulheres. “Certamente um choque de gestão nessa secretaria vai permitir o desenvolvimento de politicas públicas para as mulheres com muito mais eficiência”, afirmou.

Ciro Gomes (PDT) disse que o Brasil precisa de um projeto nacional de desenvolvimento, que tem como objetivo superar a desigualdade e a miséria em prazos objetivos. Ele também falou em “empoderar as mulheres”. “Quero assumir como tarefa a universalização da creche em tempo integral para todas as demandas que estão hoje mapeadas. Passam de 1 milhão e 700 mil as necessidades de vagas”, afirmou. Ele disse que sempre tentou montar equipes com metades das vagas ocupadas por mulheres.

Henrique Meirelles (MDB) disse que, apesar de trabalhar três horas a mais por semana, a mulher ganha em média 76% do que ganha o homem. O emedebista disse que a legislação já determina que pessoas no mesmo cargo não podem ganhar salários diferentes. Ele afirmou também que, se eleito, vai nomear, no mínimo, 30% de mulheres para todos os cargos de conselho das empresas estatais. “E estabelecer como uma política a ser seguida por toda empresa”, afirmou.

Geraldo Alckmin (PSDB) disse que não pode haver nenhum tipo de distinção entre homem e mulher e muito menos discriminação, “que é uma coisa inaceitável”. “Queremos trabalhar junto com as mulheres pra gente poder fazer o Brasil avançar mais, ter mais emprego, mais paz”, declarou. O candidato destacou que em primeiro lugar quer defender a vida das mulheres. “É inaceitável a violência que ocorre contra as mulheres. São Paulo foi o primeiro estado do Brasil a instituir a delegacia de defesa da mulher”, afirmou.

João Amoêdo (Novo) disse que algumas coisas são preponderantes na sociedade brasileira para que ela se desenvolva e cresça, citando o “protagonismo da mulher”. Ele disse que, se eleito, fará investimentos em creches. “Apenas 30% de crianças de zero a três anos estão em creches e o plano nacional de educação diz que chegaria a 50% só em 2024. A gente precisa dobrar isso, porque seria uma forma mais um vez também de dar condições às mulheres que hoje têm uma dupla jornada de poder estar no mercado de trabalho de forma mais atuante”, afirmou.