Por Junior dos Anjos

            A escravidão no Brasil durou exatamente 338 anos. Um grande período de humilhação, injustiças e racismo. Sim, racismo! Talvez os ‘senhorzinhos’ e as ‘sinhás’ não conhecessem o termo, mas com certeza praticavam a ação. Desta forma, inúmeros negros nasceram e morreram escravos, sem chances de mudarem de vida ou de dar condições melhores para a sua prole. Pobreza, miséria, falta de oportunidades e baixíssimas condições de sobrevivência eram a herança que estes poderiam deixar para os seus.

            Após 1888, com o fim do regime escravocrata, os negros deixaram de ser escravos dos seus ‘senhores’ para infelizmente serem escravizados por um país que acabara de descartar homens, mulheres, crianças e idosos a própria sorte; sem indenização pelos anos sofridos e marginalizados. O povo negro teve que se reinventar e galgar seu espaço com muito suor, sangue e lágrimas. Para este mal, os anos vindouros não fora suficiente para cicatrizar as marcar de tanta ingratidão.

            Nos dias atuais, o racismo ainda existe. A pobreza e miséria insiste em rodear o povo negro. As péssimas condições de vida, assim como a falta de oportunidade andam atreladas a cor da pele daqueles e daquelas que são estigmatizados todos os dias, nos mais diversos lugares e infelizmente pelo mesmo país chamado Brasil.

            Uma coisa podemos concluir, não existe uma “guerra fria” entre negros e brancos. Existe um sistema excludente que admira-se quando um negro entra numa universidade ou alcança um lugar de destaque no trabalho, como se a melanina da pele pudesse definir capacidade, coragem, garra e pasmem vocês, o próprio caráter.

            O dia da Consciência Negra, que no Brasil celebra-se a cada 20 de novembro, deveria ser de fato um divisor de águas para a reflexão sobre a inserção do Negro na sociedade brasileira e não para alvo de críticas preconceituosas e/ou motivo de chacota.

            O ser humano nasce desprovido de preconceitos. Cabe ao mesmo e sobretudo, pela educação recebida dos seus genitores, deixar como herança uma sociedade livre do racismo. Liberta de fato da escravidão do ódio, do preconceito e da ignorância de sentir-se superior por uma simples e mera cor da pele. Neste dia, poderemos comemorar o DIA DA CONSCIÊNCIA DE TODAS AS RAÇAS, unidas entorno de um único objetivo: ser livre!