A Turquia confirmou neste domingo (1º) que iniciou uma ofensiva militar contra o regime de Bashar Al-Assad na Síria. Dois aviões sírios foram abatidos nesta manhã na região de Idlib, e os pilotos de ambas as aeronaves conseguiram escapar com vida.

Mais tarde, a Rússia — que é aliada do regime sírio — afirmou que não garantiria mais a segurança de aviões turcos que sobrevoarem o espaço aéreo da Síria.

O início da ofensiva turca foi uma resposta à derrubada de um drone militar por forças pró-Assad na Síria. Além disso, o governo da Turquia diz que a ofensiva lançada pretende “acabar com os massacres do regime e impedir uma onda migratória”.

Cerca de 13 mil migrantes tentam atravessar a fronteira entre a Turquia e a Grécia — Foto: REUTERS/Umit Bektas

Isso porque o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, abriu as fronteiras com a Síria para que migrantes pudessem seguir caminho rumo à União Europeia por meio da fronteira com a Grécia e a Bulgária.

A medida é uma tentativa da Turquia em obter apoio do Ocidente contra o regime sírio. No entanto, a concentração de migrantes na entrada do território grego causou confrontos e prisões.

Com a entrada de migrantes, a União Europeia convocou uma reunião de emergência de ministros das Relações Exteriores, segundo o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell. Desde dezembro, mais de um milhão de pessoas foram deslocadas no Oriente Médio em meio ao acirramento do conflito na Síria.

Fonte: G1