Na realidade,  a parlamentar teme que a unidade escolar do Jardim Anchieta, sofra o mesmo que ocorreu na antiga sede da Escola Técnica Estadual (Etec), na Vila Jamil, onde o prédio foi totalmente destruído   

Por Pedro Ferreira         

 Em resposta a um questionamento feito no começo do mês passado pela vereadora, Roseli Aparecida Messias Ferreira (Republicanos), a Rose Fitness, a Prefeitura da cidade afirma que desistiu de demolir o prédio onde funcionou até o final de 2018 a Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Manoel Gomes dos Santos Gastão, no Jardim Anchieta. Para o Executivo, o objetivo inicial seria construir três andares no local, mas como o terreno só possui 300 metros quadrados não será possível.

            Além disso, pesou ainda para o governo municipal abandonar a ideia o alto custo financeiro da obra, porém, a administração da cidade não informou o valor que seria necessário para executar os serviços. Por isso, em razão da falta de espaço físico e de verba, recentemente, o Palácio da Uva Itália decidiu que a saída encontrada pela Secretaria Municipal de Obras é a reforma geral e fazer a ampliação da unidade escolar, no entanto, a municipalidade não deu nenhum prazo para o início dos trabalhos.

            No ofício datado de 28 de fevereiro do corrente, a Prefeitura Municipal destaca que o fechamento do prédio ocorreu após vistoria técnica realizada por engenheiros locais ter constatado a necessidade de uma grande intervenção no imóvel, ou seja, tanto superficial como também na sua parte estrutural. O relatório atesta ainda que a obra precisa estar adequada para atender as normas vigentes, sobretudo, no que se refere a acessibilidade.

            Com a desativação da Emeb Manoel Gomes dos Santos Gastão, desde o ano passado, os alunos até então atendidos na unidade escolar foram transferidos para outros educandários municipais nas proximidades, entre eles, a Emeb Dr. Oliveira Laet, na Rua Treze de Maio, no centro. Agora, a maior preocupação não apenas da vereadora Rose Fitness, contudo, do restante da Casa, de pais ou responsáveis e de vizinhos do prédio fechado é quando será, finalmente, efetuada a reforma e a ampliação do imóvel.

                                           Patrimônio ameaçado

O medo principal consiste no fato de a atual estrutura física do prédio já sendo vandalizada e, ao mesmo tempo, apesar da cobrança e do alerta da própria comunidade do entorno, o setor competente da municipalidade colocou somente um cadeado no portão. “Na realidade, não queremos que aconteça na unidade escolar, no Jardim Anchieta, o mesmo que ocorreu na antiga sede da Escola Técnica Estadual (Etec), na Vila Jamil, onde o prédio foi totalmente destruído”, desafia a vereadora Rose Fitness.