Em reunião extraordinária realizada na tarde de hoje (20), os vereadores de Suzano decidiram, por unanimidade, suspender todas as atividades da Câmara a partir de segunda-feira (23). Desta forma, ficarão suspensas, por um prazo de 45 dias, as sessões ordinárias e reuniões das comissões permanentes ou temporárias.

O ato, assinado pela Mesa Diretiva, composta pelos vereadores Joaquim Rosa (PL – presidente), Edirlei Junio Reis (PSD), o professor Edirlei (primeiro secretário), e José Silva de Oliveira (MDB), o Zé Lagoa (segundo secretário), destaca a “emergência de saúde pública de importância internacional” em decorrência do novo coronavírus (Covid-19) e o crescimento exponencial de casos da doença no Brasil. Também ressalta que a União, por meio do Congresso Nacional, e o Governo do Estado de São Paulo, decretaram estado de calamidade pública a partir de hoje.

A decisão segue o exemplo da Assembleia Legislativa de São Paulo e outras câmaras paulistas, de municípios como São Paulo, Embu da Artes, Jundiaí, São José dos Campos, Jacareí, Osasco e São Bernardo do Campo. O ato também ressalta que “os serviços administrativos já estão sendo realizados por meio de sistema de rodízio entre os servidores” e “em sistema de home office”.

O ato da mesa também define que ficam mantidas as atividades de fiscalização realizadas pelos vereadores no município. Caso o período de suspensão ultrapasse 30 dias, o recesso parlamentar de julho será suspenso.

Este é o terceiro ato da Mesa Diretiva da Câmara de Suzano publicado com o objetivo de conter o avanço do novo coronavírus no município. No primeiro ato, em vigor desde segunda-feira (16), o acesso à Casa de Leis ficou restrito a vereadores, funcionários, profissionais da imprensa e assessores de entidades e outros órgãos públicos. Também foram suspendidas as sessões solenes e outros eventos coletivos na sede do Legislativo, bem como dispensados do trabalho servidores com idade igual ou superior a 60 anos, portadores de doenças respiratórias crônicas, gestantes ou aqueles com filhos menores de um ano.

O segundo ato, em vigor desde hoje (20), ampliou o direito à permanência em casa a funcionários com doenças crônicas ou imunodeprimidos. Ainda reduziu o horário administrativo e possibilitou a realização de atividades em sistema de rodízio.