A Secretaria de Saúde de Suzano, por meio do Setor de Controle de Zoonoses, encerrou em março o primeiro ciclo de Avaliação de Densidade Larvária (ADL) e bloqueio de criadouros do mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, zika e chikungunya. A coleta de amostragens envolveu 1.904 imóveis de todas as regiões do município em janeiro.

Além do primeiro ciclo da ADL, ao longo dos meses seguintes – fevereiro e março – o setor também promoveu visitas a mais de 80 pontos estratégicos de Suzano, como sucatas, borracharias, oficinas e depósitos de reciclagem, que são capazes de criar ambientes propícios ao surgimento de focos do mosquito.

O trabalho de combate ao Aedes aegypti também foi intensificado por meio de ações educativas, em parceria com alunos Secretaria Municipal de Educação, e visitas “casa a casa”, que chegaram a 585 domicílios identificados por meio de notificação. Já a ação de bloqueio de criadouros foi efetuada em 342 imóveis confirmados.

A conclusão dessa primeira etapa durante os meses de verão é essencial para apontar áreas prioritárias no município, onde há grande incidência de insetos em desenvolvimento e, consequentemente, maior risco de transmissão de doenças. A partir disso, estratégias de combate são traçadas e renovadas.

Covid-19

A segunda ADL, prevista para este mês, deve ocorrer com restrições, conforme orientações do Ministério da Saúde, devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Serão priorizadas as visitas a pontos estratégicos e imóveis especiais. As ações de bloqueio de criadouros serão mantidas, conforme as notificações de confirmação.

O secretário municipal de Saúde, Luis Cláudio Guillaumon, lembrou que o combate ao Aedes aegypti de ser permanente e que é dever de todos observar as regras para evitar a multiplicação do mosquito: cobertura e vedação de recipientes, aplicação de areia em pratos de plantas e armazenamento e descarte adequado de pneus, garrafas, entulho e lixo. 

A primeira ADL de 2020 registrou índice de 2,8, o que significa risco de doenças no município. A média tolerável seria até 1,5. “Diante do cenário de pandemia do novo coronavírus, não podemos esquecer que a dengue também mata. É preciso se manter vigilante e seguir as recomendações que já conhecemos para evitar a proliferação do inseto. Entre elas, acabar com o acúmulo de água em calhas, pneus, garrafas e latas vazias”, explicou.

 
Sintomas

Em caso de suspeita de dengue, apresentando febre, dor de cabeça, dores no corpo, atrás dos olhos e nas juntas, perda de apetite e manchas vermelhas pelo corpo, um médico deve ser consultado. Em Suzano, neste ano, foram registrados cinco casos confirmados da doença e três suspeitos.

Crédito das fotos e Fonte: Wanderley Costa/Secop Suzano e Mauricio Sordilli/Secop Suzano