A Secretaria Municipal de Saúde deve concluir nesta semana uma amostragem de testes rápidos do novo coronavírus nos bairros da cidade. O objetivo é saber qual é a parcela da população que teve contato com o vírus, ainda que não tenha desenvolvido sintomas. O levantamento é conhecido como estudo randomizado e nele se testa as pessoas aleatoriamente, sem escolha prévia.

As equipes da Secretaria Municipal de Saúde trabalham identificadas, com carro oficial, uniforme e crachá de identificação, além dos equipamentos de proteção individual exigidos aos profissionais no enfrentamento da pandemia. Os testes rápidos são exames de sangue, como os testes de glicemia, onde é preciso fazer um pequeno furo no dedo do indivíduo. O resultado fica pronto em até 30 minutos e o munícipe participante também precisa responder a um questionário.

O secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, explica que, caso uma pessoa teste positivo, ela será acompanhada conforme a necessidade e dependendo da presença ou não de sintomas.”Se for positivo, mesmo sem sintomas, o paciente passa a ser monitorado pela equipe técnica do 160. A gente vai conversar diariamente para acompanhar os sintomas que ele possa vir a ter”, afirma.

Segundo ele, a curva da doença tem se mantido estável na cidade, o que é uma situação preocupante diante do protocolo atualmente adotado, que indica testes de coronavírus apenas para pacientes internados e profissionais de saúde. “Não adianta testar só quem tem sintomas mais sérios e está internado. A amostragem que estamos fazendo é extremamente importante para sabermos como está a população que está andando na rua, que teve ou tem contato com o vírus e não sabe. Porque é esse que pode estar replicando para a população em geral”, acrescenta o secretário. 

Neste primeiro momento serão realizados 1 mil testes e, depois de 21 dias, as mesmas pessoas vão ser testadas novamente.O estudo randomizado é feito com base no número de habitantes, para poder ter uma amostra real, da mesma forma como são realizadas pesquisas eleitorais ou Ibope. “Por densidade demográfica da população de bairros X, Y ou Z, a gente tira uma amostra significativa para poder dizer em Mogi das Cruzes temos tantos casos positivos”, esclarece Naufel. O estudo será divulgado tão logo esteja concluído.

Secretaria de Saúde