Professores dos cursos de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e de Sistemas de Informação do Centro Universitário Braz Cubas, instituição que integra a Cruzeiro do Sul Educacional, organizaram dicas práticas para garantir a segurança na hora das compras on-line, já que o interesse dos consumidores em fazer compras deverá permanecer mesmo com a flexibilização das normas de quarentena e com a reabertura das lojas física.

Cuidado com o uso de dados bancários, conferir certificados de segurança, verificar se os domínios são verdadeiros, pesquisar a reputação e pedir recomendações de amigos estão entre as boas condutas para evitar dor de cabeça.

A primeira dica é ficar com o ‘desconfiômetro’ sempre ligado. “Antes de qualquer efetivação de compra on-line verifique sempre se o site escolhido é conhecido nas grandes mídias de comunicação. Verifique se o site contém informações claras de produtos e serviços, além é claro, se ele possui telefone fixo e endereço físico para qualquer eventualidade que possa ocorrer. Isso é respeito para com o consumidor e traz segurança na hora de fechar negócio”, avisa o professor Dejalcir Lourencetti. Em caso de compras em marketplace, as dicas são igualmente válidas.

Na dúvida, principalmente, quando a loja digital não é muito conhecida nas mídias de comunicação em massa, procure sites que forneçam a reputação com selos de avaliações e, especialmente, de avaliações dos clientes.

E é importante se certificar de que o site é de uma loja conhecida ou faz parte de uma rede. “É fundamental pesquisar a reputação da marca e sites como Reclame Aqui e Procon podem ser grandes aliados. Perguntar sobre a loja em redes sociais também é importante”, conta o professor Marco Sales. Empresas com certificações ou associadas a órgãos como Banco Central trazem mais segurança.

Outra dica é verificar os selos de segurança que ficam no rodapé da página e se o domínio começa com HTTPS (HyperTextTransferProtocolSecure, ou Protocolo de Transferência de Hipertexto Seguro, em português). “Uma camada criptografada a mais de segurança que verifica a autenticidade do servidor”, explica a professora Renata Costa, coordenadora dos cursos de TI. Para sites de compras coletivas, além de ser necessário ler os termos de uso, as dicas básicas são as mesmas.

Uso de aplicativos

            Junto ao crescimento de vendas on-line veio também o aumento exponencial no uso de aplicativos, que solicitam dados para pagamento. A professora Renata Costa explica que o sinal de alerta deve estar aceso neste momento e sugere sempre usar aplicativos conhecidos e seguros. “Muitas vezes ao se instalar um app no celular, o consumidor não se dá conta de que está suscetível a golpes ou clonagem de seus dados, inclusive bancários. Afinal, muitos destes apps requerem acessos a localização física e câmera de vídeo, por exemplo. É importante ter muita cautela e desconfiar de aplicativos poucos conhecidos. Vale verificar com amigos, familiares e na internet o aplicativo que quer instalar.”

            A segurança pode ser aprimorada mantendo os softwares do smartphone sempre atualizados e a versão do sistema operacional em dia. Os aplicativos podem ser tão confiáveis quanto os sites, mas não custa nada se precaver. Dejalcir Lourencetti avisa: “faça transações por aplicativo somente se estiver atrelado a um site da mesma loja”, diz, explicando que isso dá mais confiança, pois a loja investe em tecnologia e segurança.

Dados bancários

Antes de inserir dados pessoais e bancários em sites da internet é muito importante que o consumidor conheça, a princípio, questões básicas de segurança, como usar somente páginas com domínios que iniciam com HTTPS e tenham selos de segurança digital. Para as compras com cartões de crédito, o cancelamento pode ser feito junto ao site ou à operadora. Outra opção é bloquear o cartão para transações virtuais. Se foi por boleto bancário, é preciso buscar o banco emissor dele.

Em sites, antes de qualquer efetivação de compra on-line, alguns pontos são importantes, mas um ponto fundamental é verificar sempre se o site escolhido é seguro. “Aquele famoso ‘cadeadinho’ à esquerda, no endereço eletrônico da loja digital, é onde o usuário pode ver, por exemplo, se o certificado de segurança da loja pertence realmente à loja e, é claro, se está válido. Nunca utilize um link de e-mail ou WhatsApp para acessar o site principal de uma loja digital. Isso pode ser um golpe”, avisa Lourencetti.

O professor recomenda ainda investir em um bom antivírus, em especial para os usuários que fazem compras com frequência. “Em apps também não basta confiar somente nas lojas oficiais. Temos vários casos de appsnão confiáveis que conseguiram burlar as análises iniciais dessas lojas. Verifique a data de criação do app, datas de possíveis atualizações, entre outras. Outra dica que muitos desconsideram é: instale um antivírus no seu smartphone, principalmente se for Android. Ele ajudará quanto à informação de um app recém instalado se pode ou não ser considerado seguro para o uso no seu celular”, aponta.

Sales, por sua vez, afirma: “nunca entregue seus dados pessoais e financeiros em qualquer tipo de site ou aplicativo sem procedência e sem o selo de segurança. Procure sempre ler os termos de responsabilidade destes”, finaliza.

Por Linha Fina Assessoria de Comunicação