A Guarda Municipal de Mogi das Cruzes prendeu, no final da tarde desta segunda-feira (26/04), um homem acusado de violência doméstica contra a mulher, que está grávida de cinco meses. A prisão ocorreu na Santa Casa de Misericórdia, onde a vítima havia sido levada para ser socorrida. O caso foi registrado junto à Polícia Civil e a mulher foi encaminhada para acolhimento em entidade especializada, para garantir sua segurança.

Os guardas municipais foram acionados por um dos seguranças da Santa Casa, que percebeu um pedido discreto de socorro da mulher quando chegava para receber atendimento médico. Uma agente da Guarda Municipal que fazia parte da equipe fez o primeiro acolhimento à vítima, de acordo com o protocolo para estes casos. Ela contou que vivia em situação semelhante a cárcere privado há cinco meses e que o acusado havia queimado seus documentos pessoais, proibido o uso de telefone celular e o contato com sua família, além de submetê-la a agressões. Na última, segundo a vítima, golpes em seu rosto haviam quebrado dentes.

Com base em laudos que comprovaram a violência sofrida pela mulher, foi dada voz de prisão ao acusado que resistiu, mas foi encaminhado à Delegacia Seccional para o registro da ocorrência, onde foi ratificada a prisão do homem.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima foi agredida porque teria colocado um chip no celular para pedir socorro sobre as agressões que vinha sofrendo. Ao descobrir, o acusado teria dado chutes e socos na mulher, inclusive no rosto e na barriga. Além disso, ele teria a ameaçado de morte caso chamasse a polícia. 

A mulher também manifestou o desejo de fazer uma representação contra o acusado e de receber medida protetiva, de acordo com a Lei Maria da Penha. A situação será analisada pela Justiça.

A Guarda Municipal de Mogi das Cruzes mantém a Patrulha Maria da Penha, um grupamento específico para acompanhar mulheres vítimas de violência. A patrulha oferece acompanhamento preventivo e periódico, para garantir proteção às mulheres em situação de violência que possuem medidas protetivas de urgência expedidas pela Justiça, com base na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006). Os juízes do Fórum de Mogi das Cruzes informam os casos que precisam de apoio da Guarda Municipal, que cumpre os deveres da Patrulha Maria da Penha.

Ao todo, 781 vítimas estão cadastradas no sistema e 394 mulheres são acompanhadas pela Patrulha Maria da Penha. O trabalho foi intensificado durante a pandemia, com ampliação no número de rondas e nos contatos telefônicos.