Na última semana, a equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social celebrou o desfecho de uma história que se estendeu por quase oito meses. Após um intenso trabalho de abordagem, acolhimento e atendimento psicossocial, uma pessoa que se encontrava em situação de rua na cidade se reabilitou física e mentalmente e retornou à sua cidade de origem, com custeio da passagem por parte da Secretaria.

A história teve início em outubro de 2020, quando equipes do Serviço de Abordagem Social do Município identificaram a presença de uma senhora em situação de rua, ora nas proximidades do Mogi Shopping, ora dormindo em postos de gasolina da região de Braz Cubas. Foram aproximadamente 20 abordagens desde o primeiro contato e um forte empenho no que se refere à formação de vínculo e sensibilização, até que ela aceitasse ir para o Acolhimento de Mulheres.

No acolhimento, a equipe passou a agendar consultas para tratamento na área de saúde mental, por meio do CAPS II e fez e um assíduo acompanhamento, garantindo assim que ela não faltasse às consultas. Também no acolhimento, foram colhidos mais dados e elementos sobre vida e história da pessoa, o que permitiu identificar que ela tinha referências na cidade de Juiz de Fora. Adicionalmente, a própria manifestou a vontade de retornar a seu município de origem.

Nesse momento, a atuação da equipe técnica do Centro POP foi crucial. A partir das informações colhidas, a psicóloga do equipamento iniciou uma busca por suas referências familiares e fez contato com o Centro POP de Juiz de Fora, que deu pronta atenção ao caso e passou a trocar informações constantemente com a equipe de Mogi. 

Muitas foram as evasões do acolhimento, porém os agentes do Serviço de Abordagem Social do Município insistiram no caso, sempre localizavam, abordavam e ofertavam a ela o retorno ao acolhimento. Com o avanço nas tratativas com Juiz de Fora, a Secretaria de Assistência Social passou a planejar a logística para que ela pudesse voltar ao seu município de origem e também começou a prepará-la para esse momento.

Na última quinta-feira, enfim, as equipes conduziram a mulher ao Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo, onde ela embarcou em um ônibus rumo à Juiz de Fora. Foi, portanto, o encerramento de um amplo trabalho e que culminou com o maior objetivo de todo o atendimento em torno desse público, que é fazer com que a pessoa deixe as ruas e retome o convívio e os vínculos com a família e com seu local de origem. 

“Este é o desfecho que nós sempre buscamos, porém que nem sempre acontece, pois o trabalho com pessoas em situação de rua é realmente desafiador. Neste caso, unimos todos os recursos, instrumentos e equipamentos que temos à nossa disposição e, felizmente, conseguimos atingir nossa maior meta”, explica o coordenador do Centro POP, Osni Damásio.

A trajetória como um todo envolveu o Serviço de Abordagem Social do município, o acolhimento institucional, o CAPS II, o Centro POP de Mogi das Cruzes e Juiz de Fora, o setor de transporte da Secretaria Municipal de Assistência Social e o mais importante: uma equipe comprometida, que desenvolveu um trabalho humanizado, focado e que surtiu o efeito esperado.