Por Junior dos Anjos

O mês de Julho foi adotado pelo Ministério da Saúde para a conscientização sobre as hepatites virais. A prevenção precoce é de suma importância, pois tal doença e a principal cauda de câncer no fígado.

       De acordo com a Organização Mundial de Saúde – OMS, três milhões de brasileiros estão infectados pela hepatite C, mas não sabem que têm o vírus. Estima-se que cerca de 3% da população mundial, seja portadora da hepatite C crônica.

       A OMS designou, em 2010, o dia 28 de julho como o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, no intuito de alertar sobre as formas de prevenção e incentivas as pessoas a se vacinarem contra as hepatites A e B e a buscarem o diagnóstico precoce e o tratamento.

       Infelizmente, as hepatites ainda são um problema de Saúde Pública. As hepatites virais são doenças provocadas por diversos agentes etiológicos conhecidos como vírus: A (HAV), B (HBV), C (HCV), D (HDV) e E (HEV) e são um grande problema de saúde pública, não só no Brasil, mas no mundo inteiro.

A transmissão das hepatites ocorre por via sanguínea, através de relações sexuais desprotegidas ou compartilhamento de seringas e objetos cortantes, e de mãe para filho, durante a gravidez. “Vale ressaltar que, para todos os tipos de hepatites virais, o Sistema Único de Saúde (SUS), oferece o diagnóstico, através dos testes rápidos e/ou sorologias e, caso seja necessário, disponibiliza o tratamento para a doença.

A recomendação é que todas as pessoas com mais de 45 anos de idade façam o teste gratuitamente em qualquer posto de saúde, e sendo positivo o resultado, possam iniciar o tratamento na Rede Pública de Saúde.

A falta de conhecimento da existência da doença, bem como a sua prevenção, é um grande desafio. Por isso, preparamos uma tabela com algumas informações pertinentes:

Tipos – Cinco são os tipos mais comuns de hepatites virais (A, B, C, D e E) e no caso a hepatite B, já há vacina disponível nos postos de saúde para pessoas de até 50 anos de idade. Além destes tipos são registrados ainda dois outros: o F que apesar de estudos recentes não terem configurado sua existência, sendo portanto descartado, mas não eliminado da literatura médica, e o tipo G.

– Hepatite A, que tem o maior número de casos, está diretamente relacionada às condições de saneamento básico e de higiene. É uma infecção leve e cura sozinha. Existe vacina.

– Hepatite B, o segundo tipo com maior incidência, atinge maior proporção de transmissão por via sexual e contato sanguíneo. A melhor forma de prevenção para a hepatite B é a vacina, associada ao uso do preservativo.

– Hepatite C, tem como principal forma de transmissão o contato com sangue. É considerada a maior epidemia da humanidade hoje, cinco vezes superior à AIDS/HIV. A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado. Não tem vacina. A doença pode causar cirrose, câncer de fígado e morte.

 Hepatite D, causada pelo vírus da hepatite D (VHD) ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B. A vacinação contra a hepatite B também protege de uma infecção com a hepatite D.

– Hepatite E, causada pelo vírus da hepatite E (VHE) e transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral), provocando grandes epidemias em certas regiões. A hepatite E não se torna crônica, porém, mulheres grávidas que foram infectadas pelo vírus da hepatite E podem apresentar formas mais graves da doença.

– Hepatite F, relatos recentes demonstram que não se confirmou a identificação do vírus da hepatite F (VHF), portanto este tipo de hepatite, segundo a Organização Mundial de Saúde pode ser desconsiderado.

– Hepatite G, o vírus da hepatite G (VHG), também conhecido como GBV-C é transmitido através do sangue, sendo comum entre usuários de drogas endovenosas e receptores de transfusões. O vírus G também pode ser transmitido durante a gravidez e por via sexual. É frequentemente encontrado em coinfecção com outros vírus, como o da hepatite C (VHC), da hepatite B (VHB) e da Aids (HIV).

Prevenção – O alerta do Ministério da Saúde é para que a prevenção se torne um hábito, principalmente para evitar que a doença evolua para uma situação mais grave pela falta de diagnóstico ou diagnóstico tardio, quando a doença já está em estado avançado.