O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, postou no Twitter que pretende abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as supostas fraudes nas urnas eletrônicas.

O presidente Jair Bolsonaro começou a usar um relatório da Polícia Federal como argumento para sustentar uma suposta invasão hacker à rede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2018, eleição em que saiu vitorioso. As informações foram obtidas pelo relator da PEC do voto impresso, deputado Filipe Barros (PSL-PR), e segundo Eduardo, elas servirão de embasamento para a CPI.

“Estou preparando a peça para abrir a CPI das urnas eletrônicas com base nas graves denúncias embasadas no relatório da POLÍCIA FEDERAL em que através de documentos o próprio TSE admite que o sistema foi invadido pelo menos em 2018”, escreveu Eduardo, em sua conta do Twitter.

Filipe Barros, relator da proposta, disse que a o relatório é “incontestável”, porém, também disse que não se sabe se a suposta fraude impactou nos resultados das eleições, porque uma “empresa terceirizada apagou os históricos do TSE que poderia elucidar o caso”.

A deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF) defendeu a existência de uma invasão e acusou o Tribunal de esconder fatos. A parlamentar escreveu: “o próprio TSE reconhece a invasão. Por que escondeu esse fato e insistiu em dizer que o sistema é seguro?”.

O relatório da PF citado pelo presidente e seus apoiadores não chegou à conclusão de que houve fraude. Segundo o TSE, “o acesso indevido, objeto de investigação, não representou qualquer risco à integridade das eleições de 2018. Isso porque o código-fonte dos programas utilizados passa por sucessivas verificações e testes, aptos a identificar qualquer alteração ou manipulação. Nada de anormal ocorreu”.