Após a derrota e arquivamento do voto impresso na Câmara dos Deputados, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E quebrou a promessa que fez ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) de que aceitaria o resultado da votação.

Foram 229 votos a favor do voto impresso e 218 contra, eram necessários no mínimo 308 votos para que a proposta fosse aprovada.

Aos seus apoiadores, Bolsonaro disse que os 65 parlamentares que se abstiveram ou se ausentaram fizeram isso por terem sido chantageados.

“Números redondos, 450 deputados votaram ontem, foi divido. 229, 218, dividido. Então é sinal que metade não acredita 100% na lisura dos trabalhos do TSE. Não acredita que o resultado no final ali seja confiável. Dessa outra metade que votou contra, você tira PT, PCdoB, PSOL que para eles é melhor o voto eletrônico como está aí”, disse Bolsonaro.

“Desses outros que, tirando esses partidos de esquerda que votaram contra, muita gente votou preocupada. Foram realmente problemas. Com problemas essas pessoas aí resolveram votar com o ministro presidente do TSE. Os que se abstiveram, numa votação online, abstenção é muito difícil acontecer. Não é que votou abstenção, é não votou. Então é sinal que também ficaram preocupados com retaliações”, continuou Bolsonaro.

Lira disse que o presidente lhe garantiu que respeitaria a decisão da Câmara e assim encerraria o assunto caso a proposta do voto impresso não passasse.

“Se não passar, há um compromisso do presidente da República – e isso ficou claro – de que cumprirá, de que aceitará o resultado do plenário da Câmara dos Deputados. É isso que eu espero”, afirmou Lira na noite desta terça.