O incêndio causado por um balão que caiu no Parque Estadual do Juquery já consumiu cerca de 80% do local, segundo informações da Prefeitura de Franco da Rocha. Os bombeiros e brigadistas entram no terceiro dia de combate às chamas nesta terça-feira (24).

O Corpo de Bombeiros conseguiu fazer com que o fogo não se expanda para outros locais, porém, ele ainda não foi extinto. Já são mais de 40 horas de trabalho.

Hoje, 70 bombeiros e 60 brigadistas do parque continuaram atuando no local.

“Temos equipes para apagar pequenos focos. A madeira queima em profundidade, quer dizer, queima dentro. Você pode apagar do lado de fora, e depois existe o risco de reignição, por causa do tempo seco, e pode queimar de novo”, explicou o Major Palumbo.

Além de consumir 80% do local, o incêndio causou uma “chuva de fuligem” que atingiu diversas casas da região.

Segundo informações de policiais ambientais, três animais foram resgatados em meio ao incêndio, porém, dois deles não resistiram aos ferimentos e morreram na noite desta segunda-feira (23).

De acordo com a capitã Paola Mele, comandante da 1ª Companhia do 1º Batalhão de Polícia Militar Ambiental, responsável por fiscalizar a região, morreram a cobra e o ouriço que tinham sido resgatados.

No parque, habitam onça-parda, lobo-guará, tatu-canastra, tamanduá-mirim, capivara, cachorro do mato, jararaca, cobra coral, tucano, seriema, veado-campeiro, jaguatirica e outras espécies.

Ao menos sete pessoas foram detidas no domingo suspeitas de soltarem balões na região. Ao menos uma pagou fiança de R$ 3 mil para ser solta e responder ao crime ambiental em liberdade. Os outros detidos também foram soltos. A Polícia Ambiental estuda a possibilidade de multar em R$ 10 mil cada um dos baloeiros por infração ambiental.