Beth Gomes de 56 anos, conquistou na manhã desta segunda-feira (30) medalha de ouro nas Paralimpíadas de Tóquio na prova de lançamento de disco da classe F53 (atletas com sequelas de poliomielite, lesões medulares e amputações, que competem sentados). Essa é a terceira medalha do dia para o Brasil.

Beth foi campeã do Parapan-Americano de Lima 2019, onde quebrou o recorde mundial da modalidade, com 16,89 metros, superando ela novamente em 2021, com 16,92 metros. Dessa vez, a brasileira quebrou o próprio recorde mundial, com a marca de 17,62 metros.

“Parece um sonho, mas um sonho que se tornou realidade. Foram cinco anos esperando por esse feito, quando fiquei fora das Paralimpíadas do Rio, por conta de uma reclassificação funcional. E hoje posso comemorar esse feito, que venho galgando com a minha treinadora a cada treino, a cada suor derramado”, disse Beth, em entrevista ao Sportv.

“Essa medalha também é para meus pais, que estão no céu. Esse grande feito é para vocês. Quero agradecer a minha família, que tanto me apoiou, e meus amigos, que não me deixaram para trás”, completou a atleta.

Beth Gomes foi diagnosticada em 1993 com esclerose múltipla, doença que é autoimune e afeta o cérebro e a medula. A atleta disse ter encontrado no esporte a motivação para continuar viva. Ela já sofreou com depressão, período em que tentou tirar a própria vida.

A atleta chegou ao Japão como a pessoa mais velha da delegação brasileira de 260 pessoas. Essa é a primeira medalha olímpica da carreira, apesar dos recordes e títulos já conquistados. Sua única participação anterior foi em Pequi 2008, quando competiu na seleção de basquete em cadeira de rodas.