Parte dos caminhoneiros seguem com a greve que começou após pronunciamentos do presidente Jair Bolsonaro no feriado de 7 de setembro. Nesta quinta-feira (9), Bolsonaro recebeu líderes do movimento no Palácio do Planalto, em Brasília. Após o encontro, a categoria afirmou que não pretende suspender a paralisação, que segue nesta sexta-feira (10).

“A gente está aqui manifestando, representando um segmento da sociedade brasileira. A gente estabeleceu uma pauta de entrega de um documento ao senador Rodrigo Pacheco e até o momento não tivemos êxito nisso. Permanecemos no aguardo de ser recebido pelo mesmo. Até que isso seja realizado estamos mobilizados em todo o Brasil”, disse Francisco Dalmora Burgardt, conhecido como Chicão Caminhoneiro, ao final do encontro com o presidente Bolsonaro.

Desde terça-feira (7), caminhoneiros têm feito bloqueios em rodovias de vários estados, entre eles, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo. Segundo o Ministério da Infraestrutura, que monitora paralisações nas rodovias, vias logísticas essenciais foram liberadas pela Polícia Rodoviária Federal nesta quinta-feira em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Espírito Santo e Goiás.

Uma das maiores preocupações é a respeito do risco de interrupções das cadeiras de abastecimento. A Associação Brasileira de Revendedores de GLP (Asmirg) informou que transportadores começaram a dar sinais de dificuldades para entregar gás de cozinha em Minas Gerais. Segundo o Ministério da Infraestrutura, ainda não foram identificadas ameaças da falta de produtos.