Reservatórios de hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste, que representam mais da metade do potencial de geração de energia do país, atualmente registram o mais baixo nível de armazenamento médio de água para esta época do ano desde 2000.

Na quinta-feira (14), esses reservatórios registraram o armazenamento médio de 16,86%.

O presidente Jair Bolsonaro defendeu que a cobrança da bandeira tarifária nas contas de luz devem voltar ao normal.

Bolsonaro afirmou que voltou a chover no país, situação que ajuda na recuperação dos reservatórios, e que por isso determiná ao ministro Bento Albuquerque, de Minas e Energia, que mude a bandeira para “normal” em novembro.

No momento, a bandeira que vigora é a de “escassez hídrica”, a mais cara, anunciada em agosto e que adiciona R$ 14,20 nas faturas de energia para cada 100 kW/h consumidos.

A associação das distribuidoras de energia defendeu a manutenção da bandeira “escassez hídrica”, a associação aponta que os recursos são necessários para cobrir os custos mais altos de produção de energia e que a redução da atual taxa pode causar um aumento de consumo em um momento em que a crise no setor elétrico ainda não foi resolvida.

A secretária-executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Pereira, afirmou que a bandeira “escassez hídrica” não será suficiente para arrecadar o necessário para cobrir o aumento de custos no setor elétrico neste ano, e que a pasta estuda uma solução para esse aumento de custos.