A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta sexta-feira (7), o registro do insumo farmacêutico ativo (IFA) da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19, que é fabricado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Isso permite que o Brasil tenha um imunizante produzido totalmente em território brasileiro.

A aprovação do registro do insumo era a última do processo de transferência de tecnologia da produção da vacina. Agora o insumo usado na vacina será produzido aqui no país, em vez de ser importado. Em 2020, entregas de vacinas foram atrasadas por falta de insumos.

A previsão é de que as primeiras doses da vacina sejam envasadas em janeiro e entregues ao Ministério da Saúde em fevereiro.

A Anvisa aprovou o registro do insumo após avaliar estudos de comparabilidade, que demonstraram que o ingrediente fabricado no país tem o mesmo desempenho do importado.

“É uma grande conquista para a sociedade brasileira ter uma vacina 100% nacional para a Covid-19 produzida em Bio-Manguinhos/Fiocruz. A pandemia de Covid-19 deixou claro o problema da dependência dos insumos farmacêuticos ativos para a produção de vacinas. Com essa aprovação hoje pela Anvisa, conquistamos uma vacina 100% produzida no país e, dessa forma, garantimos a autossuficiência do nosso Sistema Único de Saúde [SUS] para essa vacina, que vem salvando vidas e contribuindo para a superação dessa difícil fase histórica do Brasil e do mundo”, disse a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

Em abril de 2021, a Anvisa já havia emitido a certificação de boas práticas de fabricação do novo insumo, na prática, isso significa que a linha de produção cumpria com todos os requisitos necessários para a garantia da qualidade do IFA.

Desde essa data, a Fiocruz esteve produzindo lotes de teste para assim, obter a autorização de uso do IFA nacional.

A vacina da Fiocruz foi autorizada no Brasil em 17 de janeiro de 2021 e recebeu o registro definitivo em março do mesmo ano.