Janeiro é um mês dedicado a hanseníase, uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen, que provoca pequenas manchas despigmentadas onde a pele é insensível e não transpira, e evolui para a forma tuberculosa. A campanha, conhecida como “Janeiro Roxo”, busca ampliar o conhecimento da população sobre o assunto. Normalmente, o poder público realiza ações de conscientização para reforçar a importância do diagnóstico precoce para evitar a ocorrência de sequelas graves, que geram incapacidades físicas.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil é o segundo país com maior número de casos no mundo, perdendo apenas para a Índia. Para o professor de Dermatologia da UMC, André César Pessanha, a doença depende do contato íntimo e próximo por muitos anos entre as pessoas, sendo transmitida através de gotículas respiratórias. “As questões socioeconômicas influenciam, muitas pessoas morando juntas em cômodos pequenos, com baixo nível educacional e pouco acesso ao sistema de saúde, o que contribui para os altos índices”, diz o médico.

O especialista explica que a hanseníase é transmitida principalmente pela tosse, causando lesões na pele e chegando até a atingir os nervos sensitivos, tirando a sensibilidade do local. “Esses problemas expõem seu portador a diversos riscos de traumas mecânicos, químicos e térmicos, gerando como consequências incapacidades e eventuais mutilações”, complementa Pessanha.

Esta é uma doença silenciosa, por isso, as campanhas são tão importantes para conscientização e alerta. “Os principais sintomas são a vermelhidão, manchas brancas ou nódulos, trazendo perda na sensibilidade”, ressalta o professor. Pessanha ainda reforça que diante de qualquer sintoma é importante procurar o mais rápido possível um médico para tratar precocemente, prevenindo assim a infecção de outras pessoas e formas mais graves da hanseníase.

Quem tiver suspeita ou apresentar sintomas deve procurar o atendimento gratuito no sistema público de saúde, onde eles faram o encaminhamento necessário.