A ação de Avaliação de Densidade Larvária (ADL) continua sendo realizada, nesta semana, no município de Poá. Ao longo da semana mais três bairros receberão o serviço que tem como objetivo vistoriar residências e coletar amostras de larvas do mosquito Aedes Aegypti, responsável pela transmissão da dengue, zika vírus e chikungunya. Em 2022, até o momento, o município registrou 19 casos confirmados de dengue.

De acordo com o secretário de Saúde, Alexandre Provisor, a ação realizada em abril deste ano, percorreu diversos bairros do município, visitando residências e terrenos com o objetivo de mapear a cidade.

“Nesta semana, a equipe do Setor de Combate a Endemias retornará aos bairros Cidade Kemel, Jardim América e Jardim Santa Helena, realizando orientações junto aos munícipes sobre a importância de manter alguns cuidados como, por exemplo, não jogar lixo em terrenos baldios, manter caixas d’água fechadas, encher pratos de plantas com areia, entre outros, além da verificação da existência de focos do mosquito Aedes Aegypti, em virtude dos casos confirmados de dengue”, disse.

O coordenador do Setor, Adriano Fernandes, ressaltou que a Avaliação de Densidade Larvária não precisa ser realizada em todas as residências.

“Estamos visitando, em média, cinco casas por via, conforme determinação da Secretaria Estadual de Saúde. É importante a colaboração dos munícipes, pois é por meio destas vistorias que identificamos o grau de risco de cada bairro, bem como alguns erros cometidos pelos munícipes que, se não corrigidos, podem ajudar na proliferação do mosquito”, disse.

Até o momento, o município de Poá registrou 19 casos confirmados de dengue no Jardim Indaiá e Jardim Violeta (três cada), Jardim Santa Helena e Calmon Viana (dois cada) e Jardim América, Jardim Obelisco, Vila Pereta, Jardim São José, Jardim Nova Poá, Vila Ruth e Jardim Itamaraty (um cada), além de outros dois casos confirmados, porém não identificados.

O levantamento destas informações possibilita ao Departamento de Vigilância em Saúde calcular o risco de infestação na cidade, assim como quais são os pontos mais críticos. “Todo material colhido é enviado para análise e, em breve, teremos esses dados em mãos, para definirmos se existe ou não o risco de proliferação da dengue e quais ações serão necessárias para combater o mosquito. Por isso contamos com a colaboração da população porque a nossa maior dificuldade é o acesso às residências. É uma visita rápida, porém, muito importante para o proprietário da casa, bem como para todos que moram no entorno”, finalizou Leonardo.