A cidade de Suzano (SP) confirmou o primeiro caso de varíola dos macacos em crianças no município. O registro também é a primeira infecção pela doença entre as crianças da região.

A Secretaria de Saúde da cidade informou nesta sexta-feira (16) que o paciente é uma criança de 2 anos de idade que segue em isolamento domiciliar, em recuperação e com bom quadro clínico.

Sintomas e formas de transmissão

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, é possível se infectar por contato com o vírus, através de um animal, pessoa ou materiais infectados. Além disso, a mãe pode transmitir o vírus para o feto através da placenta ou até após o parto, pelo contato pele a pele.

Outras formas de transmissão também incluem contato direto com fluidos corporais como sangue e pus, secreções respiratórias ou feridas de alguém infectado, durante o contato íntimo, abraçar ou tocar partes do corpo com feridas causadas pela doença. Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infecciosas, logo, o vírus pode ser transmitido pela saliva.

Quem contrai a varíola dos macacos deve sentir, inicialmente, febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios (linfonodos) inchados, calafrios e exaustão.

“Depois do período de incubação [tempo entre a infecção e o início dos sintomas], o indivíduo começa com uma manifestação inespecífica, com sintomas que observamos em outras viroses: febre, mal-estar, cansaço, perda de apetite, prostração”, explica Giliane Trindade, virologista e pesquisadora do Departamento de Microbiologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Entre 1 e 3 dias após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, que normalmente começa no rosto e se espalha para outras áreas do corpo. Em alguns casos, o tempo até o aparecimento da erupção cutânea pode ser maior que 3 dias.

“O que é um diferencial indicativo: o desenvolvimento de lesões – lesões na cavidade oral e na pele. Elas começam a se manifestar primeiro na face e vão se disseminando pro tronco, tórax, palma da mão, sola dos pés”, explica Trindade, consultora do grupo criado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para acompanhar os casos de varíola dos macacos.