O Ministério da Defesa divulgou, às 19h desta quarta-feira (9), o relatório sobre as eleições e a fiscalização do sistema eletrônico de votação, feito pelas Forças Armadas. O documento não aponta elementos que indiquem fraudes no pleito do último dia 30 de outubro, quando foi realizado o segundo turno das eleições e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito.

Assinado pelo ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, e encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o documento destaca dois pontos observados pelos especialistas das Forças Armadas.

O primeiro ponto é que “foi observado que a ocorrência de acesso à rede, durante a compilação do código-fonte e consequente geração dos programas (códigos binários), pode configurar relevante risco à segurança do processo”.

Para o Ministério da Defesa, o segundo ponto é em relação aos testes de funcionalidade, realizados por meio do Teste de Integridade e do Projeto-Piloto com Biometria, foi relatado que “não é possível afirmar que o sistema eletrônico de votação está isento da influência de um eventual código malicioso que possa alterar o seu funcionamento”.

Apesar de falar que não é possível afirmar a total segurança do sistema, o documento não explica mais sobre como um “eventual código malicioso” poderia alterar o funcionamento das urnas eletrônicas.

Confira o relatório: