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Perícia médica de Bolsonaro acontece na quarta-feira; Moraes determina envio de novos exames à PF

Defesa pede cirurgia de urgência e reforça solicitação de prisão domiciliar humanitária após exames apontarem hérnias inguinais

A perícia médica do ex-presidente Jair Bolsonaro está marcada para a próxima quarta-feira (17) e será realizada por peritos da Polícia Federal, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado também ordenou o envio dos exames mais recentes realizados pela equipe médica de Bolsonaro para subsidiar a avaliação técnica.


Defesa insiste em cirurgia de urgência

Nesta semana, a defesa voltou a pedir autorização judicial para que o ex-presidente seja submetido a cirurgia com urgência, alegando agravamento do quadro clínico. Os advogados afirmam que Bolsonaro apresenta hérnias inguinais bilaterais, confirmadas por exame de ultrassonografia realizado recentemente dentro das dependências da Polícia Federal.

Segundo os defensores, a evolução do diagnóstico impõe atuação imediata para evitar riscos maiores à saúde do ex-presidente, que está preso desde 22 de novembro, em Brasília.


Moraes determinou nova perícia

O primeiro pedido de cirurgia foi apresentado no início de dezembro, mas acabou negado porque os exames anexados não eram considerados atuais. Na ocasião, Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal realizasse uma perícia médica oficial no prazo de 15 dias.

Após a negativa, a defesa solicitou autorização para que um médico particular realizasse um novo exame de imagem, o que foi autorizado pelo STF no último sábado. O resultado confirmou a presença das hérnias.


Laudo aponta agravamento do quadro clínico

De acordo com relatório médico encaminhado ao Supremo, Bolsonaro apresenta dores e desconforto na região inguinal, agravados por crises frequentes de soluço, que aumentam a pressão abdominal. Os médicos alertam para o risco de encarceramento ou estrangulamento intestinal, situações que poderiam exigir cirurgia de emergência.

O procedimento indicado é a herniorrafia inguinal bilateral, com internação hospitalar estimada entre cinco e sete dias, além de cuidados no pós-operatório. A defesa também solicita a realização de um bloqueio anestésico do nervo frênico para reduzir as crises de soluço.


Pedido de prisão domiciliar humanitária

Com base nos novos exames, os advogados reforçaram o pedido de prisão domiciliar humanitária, argumentando que o atual quadro de saúde é incompatível com a permanência do ex-presidente em regime fechado.

Segundo a defesa, os novos elementos médicos devem ser analisados como fator superveniente e autônomo, evidenciando risco concreto à integridade física de Bolsonaro caso não haja mudança no regime de custódia.


Decisão ainda pendente

O pedido de autorização para a cirurgia e a solicitação de prisão domiciliar seguem pendentes de decisão no Supremo Tribunal Federal. A conclusão da perícia médica da Polícia Federal será um dos principais elementos para a definição dos próximos passos do caso.