Com liberação operacional definitiva, caça de última geração da Força Aérea Brasileira passa a proteger o espaço aéreo do Planalto Central e inaugura nova fase estratégica da soberania nacional
F-39 Gripen entra em alerta de defesa aérea no coração do poder
O caça F-39 Gripen da Força Aérea Brasileira (FAB) passou a cumprir oficialmente, nesta terça-feira (24), o Alerta de Defesa Aérea do Planalto Central, assumindo a responsabilidade pela proteção do espaço aéreo de Brasília e de estruturas estratégicas do governo federal.
A ativação marca um momento histórico para o poder aéreo brasileiro. Pela primeira vez, o modelo mais moderno da frota nacional é empregado em situação real de prontidão operacional, pronto para decolar a qualquer momento diante de qualquer ameaça ou irregularidade no espaço aéreo da capital.
A missão é conduzida a partir da Base Aérea de Anápolis (BAAN), em Goiás, posicionada estrategicamente a cerca de 150 quilômetros de Brasília. Em caso de acionamento, o deslocamento até a capital pode ocorrer em aproximadamente cinco minutos.
Substituição dos F-5 e salto tecnológico na defesa nacional
Com a entrada do Gripen em alerta, os antigos caças F-5 deixam de ser os principais responsáveis pela defesa da região central do País. O F-39 representa um salto tecnológico significativo, tanto em capacidade operacional quanto em sistemas embarcados.
Classificado como um caça multimissão de última geração, o Gripen pode atuar em:
- Defesa aérea
- Ataque ao solo
- Reconhecimento estratégico
- Interceptação supersônica
A aeronave pode atingir cerca de 2.400 km/h — duas vezes a velocidade do som — e possui autonomia aproximada de duas horas e meia, além da capacidade de reabastecimento em voo, ampliando significativamente seu raio de ação.
Segundo a FAB, a aeronave permanece pronta para decolar 24 horas por dia, fortalecendo a missão central da Força: garantir a soberania do espaço aéreo nacional.
Esquadrão Jaguar e a defesa do Planalto Central
No Brasil, o modelo é operado pelo Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), conhecido como Esquadrão Jaguar, sediado na Base Aérea de Anápolis.
A unidade tem papel estratégico na proteção do centro do País, especialmente por abrigar a capital federal, a Praça dos Três Poderes e as principais estruturas administrativas do governo.
Atualmente, dez aeronaves estão em operação no Brasil. A décima unidade, identificada como FAB 4111, foi entregue em novembro de 2025.
Projeto F-X2: transferência de tecnologia e autonomia estratégica
A aquisição dos caças integra o Projeto F-X2, considerado um dos maiores programas de defesa já firmados pelo Brasil.
O contrato com a empresa sueca Saab foi assinado em outubro de 2014 e prevê a compra de 36 aeronaves até 2032, ao custo aproximado de US$ 4 bilhões.
A escolha do modelo levou em conta não apenas critérios técnicos, mas também estratégicos e diplomáticos. Diferentemente de propostas apresentadas por outros países, o acordo incluiu ampla transferência de tecnologia.
Mais de 300 engenheiros brasileiros foram treinados na Suécia, e empresas nacionais — como a Embraer — passaram a participar do desenvolvimento e da montagem parcial das aeronaves no Brasil.
O programa impulsiona a Base Industrial de Defesa, gera empregos qualificados e amplia a autonomia tecnológica brasileira no setor aeronáutico militar.
Marcos operacionais consolidados entre 2025 e 2026
Entre o fim de 2025 e o início de 2026, o F-39 atingiu marcos estratégicos relevantes que culminaram na sua plena capacidade operacional.
Entre eles:
- Certificação do reabastecimento em voo com o KC-390 Millennium
- Lançamento real do míssil de longo alcance Meteor
- Primeiro tiro aéreo com canhão em território nacional
- Teste de separação segura de bombas
Esses avanços consolidaram a liberação final da aeronave para missões reais de defesa aérea.
Capacidade multimissão e poder de dissuasão
O F-39 Gripen reúne sensores de última geração, sistemas avançados de guerra eletrônica e integração digital de dados em tempo real. A aeronave também opera com armamentos modernos, ampliando sua eficácia em cenários de alta complexidade.
Além da defesa aérea, o modelo pode atuar em missões de ataque de precisão e reconhecimento estratégico, reforçando o poder de dissuasão brasileiro.
Com a declaração de plena capacidade operacional, o Gripen inaugura um novo patamar tecnológico para o poder aéreo nacional.
Impacto estratégico para Brasília e para o Brasil
A ativação do alerta de defesa aérea com o F-39 no Planalto Central fortalece a proteção da capital federal e das instituições democráticas.
A posição geográfica da Base Aérea de Anápolis permite resposta rápida a qualquer evento no espaço aéreo da região. A partir de agora, o sistema de defesa aérea brasileiro conta com uma plataforma moderna, integrada e alinhada às principais forças aéreas do mundo.
Para a FAB, a incorporação definitiva do Gripen representa mais do que modernização da frota: simboliza avanço estratégico, fortalecimento da soberania e consolidação da indústria nacional de defesa.
Com a previsão de entrega das 36 aeronaves até 2032, o Brasil projeta consolidar uma das mais avançadas capacidades de defesa aérea da América Latina, elevando seu protagonismo tecnológico e militar no cenário internacional.



