Ações de agentes infiltrados entre foliões têm como foco combater furtos de celulares e crimes patrimoniais nos megablocos da capital paulista
O número de prisões realizadas por policiais disfarçados durante o Carnaval de rua de São Paulo chegou a 20 pessoas, segundo balanço divulgado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). As detenções mais recentes ocorreram entre sábado (7) e domingo (8), quando quatro suspeitos foram presos em ações realizadas no centro da capital.
A estratégia de infiltrar agentes entre os foliões tem sido utilizada para coibir furtos de celulares, roubos e outras práticas criminosas em meio às grandes aglomerações típicas do período carnavalesco.
Prisões ocorreram em megablocos no centro da capital
No domingo (8), policiais civis do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), fantasiados de Caça-Fantasmas, prenderam uma mulher durante o megabloco da Consolação, na região central de São Paulo.
Segundo a polícia, a suspeita atuava como “guardiã” dos celulares furtados por outros integrantes do grupo criminoso. Com ela, os agentes apreenderam 12 aparelhos celulares, que haviam sido subtraídos de foliões ao longo do evento.
Ainda durante a mesma ação, os policiais também prenderam um rapaz em posse de dois celulares e uma corrente de ouro, produtos de furto ocorridos no entorno do bloco.
Mais prisões durante show de DJ Calvin Harris
Mais cedo, no sábado (7), também na região da Consolação, policiais disfarçados realizaram outras duas prisões durante o megabloco comandado pelo DJ Calvin Harris.
Em ações distintas, um homem e uma mulher foram detidos, cada um com quatro celulares furtados. O primeiro suspeito foi abordado no meio da multidão, enquanto a mulher foi localizada na rua Maria Antônia, no cruzamento com a rua da Consolação.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, ambos foram encaminhados ao 78º Distrito Policial, onde os casos foram registrados. Os aparelhos apreendidos passarão por processo de identificação, para posterior devolução às vítimas.
Estratégia de disfarces é recorrente no Carnaval
A Polícia Civil de São Paulo já utilizou disfarces em outros anos durante o Carnaval, adotando a tática como forma de facilitar a identificação de suspeitos, realizar abordagens rápidas e reduzir a ação de criminosos em meio aos blocos.
Segundo a SSP, a presença de agentes caracterizados permite ações mais discretas, evitando tumultos e aumentando a eficácia das prisões em locais com grande concentração de pessoas.
Outras ações flagraram venda de bebidas adulteradas
Além dos furtos de celulares, os policiais disfarçados também atuaram no combate a outros tipos de crimes. Em uma ação anterior, agentes fantasiados de extraterrestres prenderam três homens suspeitos de vender bebidas adulteradas durante o megabloco da cantora Ivete Sangalo.
Durante a abordagem, os policiais flagraram os suspeitos comercializando bebidas produzidas clandestinamente, sem rótulos, marcas ou qualquer controle sanitário. Todo o material foi apreendido, e os envolvidos encaminhados à delegacia.
Na mesma operação, um outro suspeito foi preso por furto de celulares, reforçando a atuação integrada contra diferentes práticas criminosas.
Operação anterior prendeu quadrilha na Barra Funda
No último fim de semana de janeiro, uma operação realizada na região da Barra Funda resultou na prisão de 12 suspeitos apontados como integrantes de uma quadrilha especializada em crimes patrimoniais durante blocos de Carnaval.
Segundo a polícia, o grupo atuava de forma organizada, aproveitando a distração dos foliões para cometer furtos em série, principalmente de celulares.
Polícia reforça alerta aos foliões
A Secretaria de Segurança Pública reforça a orientação para que os foliões redobrem a atenção com objetos pessoais, evitem portar celulares e carteiras em locais de fácil acesso e denunciem atitudes suspeitas aos policiais presentes nos blocos.
As ações com agentes disfarçados devem continuar ao longo dos próximos dias de Carnaval, com o objetivo de garantir a segurança do público e reduzir índices de criminalidade durante a festa.




