Presidente aparece com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 29%, e Augusto Cury, com 10%; eventual segundo turno entre Lula e Flávio registra empate técnico de 42% a 41%.
A nova pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança do primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) permanece na segunda colocação e o escritor Augusto Cury (Avante) se consolida como o terceiro nome mais citado pelos eleitores.
No principal cenário estimulado, sem a presença de Pablo Marçal (PRTB), Lula registra 37% das intenções de voto, contra 29% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury aparece com 10%, abrindo vantagem sobre os demais candidatos.
Renan Santos (Missão) tem 3%. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) aparecem com 1% cada. Os demais nomes não pontuaram.
Os indecisos representam 11% dos entrevistados, enquanto 7% afirmam que votariam em branco, anulariam ou não compareceriam.
O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (2) e encomendado pelo jornal O Globo e pela Globo.
Lula lidera primeiro turno com 37%
No cenário sem Pablo Marçal, Lula aparece oito pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro. Considerando a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, o presidente mantém a liderança isolada da disputa.
Lula pode variar entre 35% e 39%, enquanto Flávio pode oscilar entre 27% e 31%. Mesmo nos limites da margem de erro, os intervalos dos dois candidatos não se encontram nesse cenário.
O resultado mostra que a corrida continua concentrada nos dois principais campos políticos do país. Lula reúne o eleitorado ligado ao PT e à esquerda, enquanto Flávio ocupa a principal posição dentro da direita e do bolsonarismo.
Apesar da liderança no primeiro turno, Lula enfrenta uma disputa mais equilibrada quando o levantamento simula um confronto direto com Flávio.
Augusto Cury assume terceira colocação
A principal novidade da pesquisa é o desempenho de Augusto Cury, que alcança 10% e assume o terceiro lugar.
O escritor aparece sete pontos à frente de Renan Santos, quarto colocado com 3%. Caiado, Zema e Samara registram 1% cada.
O resultado coloca Cury em uma posição de destaque entre os candidatos que buscam romper a polarização entre Lula e Flávio. Embora ainda esteja distante dos dois líderes, o candidato do Avante passa a ocupar sozinho a terceira colocação.
A presença de Cury também foi incluída pela primeira vez em uma simulação de segundo turno realizada pela Quaest. Contra Lula, o escritor alcança 34%, enquanto o presidente registra 40%.
A diferença de seis pontos mostra que Cury ainda está atrás, mas consegue reunir uma parcela maior do eleitorado quando a disputa é reduzida a dois candidatos.
Primeiro turno sem Pablo Marçal
No cenário que não apresenta Pablo Marçal aos entrevistados, Lula tem 37%, Flávio Bolsonaro aparece com 29% e Augusto Cury registra 10%.
Renan Santos soma 3%. Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Samara Martins aparecem com 1% cada.
Rui Costa Pimenta (PCO), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) não alcançaram 1%.
A pesquisa ainda identifica 11% de indecisos e 7% de eleitores que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer.
Somados, indecisos e eleitores sem intenção de escolher um candidato representam 18% do levantamento, um grupo superior ao percentual registrado individualmente por todos os candidatos, com exceção de Lula e Flávio.
Cenário com Pablo Marçal altera pouco a disputa
A Quaest também testou um cenário com a presença de Pablo Marçal, que registrou sua candidatura pelo PRTB no último dia do prazo, em 15 de agosto.
Nessa simulação, Lula mantém os mesmos 37%, enquanto Flávio Bolsonaro passa de 29% para 30%. Augusto Cury permanece com 10% e Renan Santos continua com 3%.
Caiado, Marçal e Zema registram 1% cada. Samara Martins e os demais candidatos não pontuam. Os indecisos representam 10%, enquanto os votos em branco, nulos ou a abstenção somam 7%.
Marçal está inelegível, e o Tribunal Superior Eleitoral ainda deverá decidir se ele poderá participar da disputa. Por esse motivo, a Quaest apresentou os resultados com e sem seu nome.
A inclusão do candidato, entretanto, provoca apenas alterações pontuais. Os três primeiros colocados permanecem nas mesmas posições, e a liderança de Lula continua isolada.
Resultado não pode ser comparado diretamente ao levantamento anterior
Os números do primeiro turno não são totalmente comparáveis aos da pesquisa divulgada em 14 de agosto porque a lista de candidatos mudou.
Na pesquisa anterior, Leonardo Avalanche aparecia como o nome do PRTB. Posteriormente, ele cedeu a vaga para Pablo Marçal.
Quando uma pesquisa estimulada apresenta uma relação diferente de candidatos, as respostas podem ser influenciadas pela inclusão ou retirada de nomes. Por isso, oscilações entre os levantamentos não devem ser automaticamente interpretadas como crescimento ou queda de determinado concorrente.
A comparação mais consistente acontece nas simulações que mantêm a mesma composição, como o confronto de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Pesquisa espontânea mostra 42% de indecisos
Na pesquisa espontânea, quando os entrevistadores não apresentam previamente os nomes dos candidatos, Lula aparece com 28%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 20%.
Augusto Cury é lembrado espontaneamente por 4% dos eleitores. Outros nomes, somados, também chegam a 4%.
O maior grupo, porém, é formado pelos indecisos, que representam 42% dos entrevistados. Outros 2% afirmam que votarão em branco, anularão ou não comparecerão.
A diferença entre a pesquisa espontânea e a estimulada mostra que uma parcela expressiva do eleitorado ainda não fixou naturalmente um nome para a Presidência.
Quando a lista de candidatos é apresentada, Lula, Flávio e Cury crescem. Sem essa relação, muitos entrevistados ainda não conseguem ou não desejam mencionar espontaneamente um candidato.
Lula e Flávio estão tecnicamente empatados no segundo turno
Na principal simulação de segundo turno, Lula aparece com 42%, contra 41% de Flávio Bolsonaro.
Como a diferença é de apenas um ponto percentual e a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, o resultado representa empate técnico.
Lula pode ter entre 40% e 44%, enquanto Flávio pode variar de 39% a 43%. Os intervalos se sobrepõem, impedindo que o levantamento indique um vencedor.
Outros 13% afirmam que votariam em branco, anulariam ou não compareceriam. Os indecisos representam 4%.
O cenário mostra uma disputa muito mais equilibrada que a registrada no primeiro turno. Enquanto Lula abre oito pontos sobre Flávio na simulação inicial sem Marçal, essa diferença cai para apenas um ponto em um confronto direto.
Diferença entre Lula e Flávio diminui
Na pesquisa Quaest de 14 de agosto, Lula aparecia com 43% em uma eventual disputa de segundo turno contra Flávio, que tinha 40%.
Agora, o presidente registra 42%, enquanto o senador chega a 41%. Lula oscilou um ponto para baixo, e Flávio, um ponto para cima.
Como as duas variações ocorreram dentro da margem de erro, não é possível afirmar estatisticamente que Lula caiu ou que Flávio cresceu. Ainda assim, a diferença nominal entre os dois passou de três para um ponto percentual.
O elevado grau de competitividade reforça a perspectiva de uma eleição polarizada caso os dois avancem ao segundo turno.
Lula vence Caiado por cinco pontos
Na simulação entre Lula e Ronaldo Caiado, o presidente registra 42%, contra 37% do candidato do PSD.
A diferença nominal é de cinco pontos. Os eleitores que votariam em branco, anulariam ou não compareceriam representam 17%, enquanto os indecisos somam 4%.
Caiado aparece com apenas 1% no primeiro turno, mas cresce para 37% quando é apresentado como única alternativa a Lula.
Esse movimento indica que, em uma disputa direta, o governador conseguiria absorver parte expressiva dos eleitores de outros candidatos de oposição.
Lula tem 40% contra 34% de Augusto Cury
Pela primeira vez, a Quaest incluiu Augusto Cury em uma simulação de segundo turno. Nesse cenário, Lula aparece com 40%, contra 34% do candidato do Avante.
Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 21%, o maior percentual entre as cinco simulações apresentadas. Outros 5% estão indecisos.
Cury reduz parte da distância registrada no primeiro turno, mas Lula permanece numericamente à frente.
O percentual elevado de eleitores que rejeitam os dois nomes mostra que uma eventual disputa entre Lula e Cury ainda teria espaço considerável para movimentações durante a campanha.
Lula registra 43% contra 36% de Renan Santos
Na simulação entre Lula e Renan Santos, o presidente alcança 43%, enquanto o candidato do Missão aparece com 36%.
A diferença nominal é de sete pontos percentuais. Brancos, nulos e eleitores que não compareceriam representam 17%, e os indecisos somam 4%.
Assim como acontece com Caiado e Cury, Renan amplia significativamente seu percentual no segundo turno ao reunir eleitores contrários à permanência de Lula.
Maior vantagem de Lula ocorre contra Zema
O cenário mais favorável ao presidente é o confronto com Romeu Zema. Lula aparece com 44%, enquanto o candidato do Novo registra 33%.
A diferença chega a 11 pontos percentuais, a maior entre as cinco simulações testadas pela Quaest.
Os votos em branco, nulos e a intenção de não comparecer representam 19%. Os indecisos somam 4%.
Mesmo nesse cenário, Lula permanece abaixo de 50%, mostrando a existência de uma parcela relevante do eleitorado que ainda não escolheu nenhum dos dois candidatos.
Pesquisa mostra disputa aberta para o segundo turno
O levantamento apresenta dois movimentos distintos. No primeiro turno, Lula mantém uma liderança isolada, enquanto Flávio Bolsonaro ocupa a segunda posição e Augusto Cury se distancia dos demais candidatos.
Nas simulações de segundo turno, porém, a situação muda. Flávio é o adversário mais competitivo contra Lula, com apenas um ponto de diferença e empate técnico.
Caiado aparece cinco pontos atrás do presidente. Cury tem desvantagem de seis pontos, Renan fica sete pontos atrás e Zema registra diferença de 11 pontos.
O desempenho de Cury merece atenção porque o escritor já alcança dois dígitos no primeiro turno e estreia nas simulações de segundo turno com 34%.
Como foi feita a pesquisa Quaest
A Quaest entrevistou 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em todas as regiões do país entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro de 2026.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.
Isso significa que, se a pesquisa fosse repetida diversas vezes dentro das mesmas condições, os resultados estariam dentro da margem indicada em 95 de cada 100 levantamentos.
A pesquisa foi contratada pelo jornal O Globo e pela Globo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07065/2026.
Os números representam um retrato do momento em que as entrevistas foram realizadas. Mudanças na campanha, decisões judiciais sobre candidaturas, debates e novos acontecimentos políticos ainda podem alterar as intenções de voto.