Atacante valorizou as oportunidades proporcionadas pela carreira, relembrou a eliminação do Brasil na Copa de 2026 e defendeu foco nos próximos compromissos da Seleção
O atacante Endrick, de 20 anos, afirmou que a pressão enfrentada pelos jogadores de futebol deve ser analisada ao lado dos benefícios proporcionados pela profissão. Em entrevista ao ge, o atleta do Real Madrid comparou a rotina nos gramados à de trabalhadores que acordam de madrugada e destacou a possibilidade de transformar a vida da família por meio do esporte.
O jogador reconheceu que a carreira tem momentos difíceis, mas rejeitou a ideia de colocar as dificuldades dos atletas acima das enfrentadas por quem trabalha diariamente em outras atividades. Para ele, fazer o que gosta e receber uma remuneração capaz de ajudar os familiares são motivos de gratidão.
Durante a entrevista, Endrick também comentou a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. O atacante descreveu o resultado como uma ferida e afirmou que o grupo precisa concentrar esforços no presente para voltar a ajudar a equipe.
Endrick reconhece cobrança e valoriza oportunidades do futebol
Ao falar sobre as exigências do futebol profissional, Endrick afirmou que os jogadores convivem com uma pressão elevada. Entretanto, ponderou que essa cobrança faz parte de uma carreira que também oferece oportunidades importantes.
“Nós, jogadores, temos uma pressão enorme, mas temos que ser agradecidos pelo que o futebol nos proporciona”, declarou.
O atacante destacou que o esporte permite mudanças que ultrapassam a vida individual dos atletas. Segundo ele, os ganhos e as oportunidades da profissão podem beneficiar famílias inteiras.
“Claro que temos momentos de pressão, mas o futebol nos proporciona coisas maravilhosas, que podem mudar a vida das nossas famílias”, acrescentou.
Na avaliação do jogador, reconhecer as dificuldades da carreira não deve impedir a valorização das condições que o futebol oferece a quem consegue chegar ao nível profissional.
Atacante compara profissão à rotina de quem acorda às 5h
Para explicar sua posição, Endrick diferenciou as situações difíceis enfrentadas no esporte da rotina de trabalhadores que precisam sair de casa cedo e cumprir jornadas ao longo de toda a semana.
“Não é difícil ser jogador. Sim, algumas coisas que acontecem são difíceis, mas a gente não pode falar que é difícil ser jogador. Difícil é ser uma pessoa que acorda às 5 horas da manhã para ir trabalhar de segunda a domingo.”
A comparação foi feita enquanto o atacante defendia uma postura de gratidão pelas condições de trabalho e pelas conquistas obtidas no futebol. Ele ressaltou que os atletas têm a oportunidade de transformar uma atividade de que gostam em profissão.
“Nós estamos fazendo aquilo que mais amamos e ganhando dinheiro que pode mudar a vida da nossa família. Só temos de agradecer a Deus por este momento”, afirmou.
Eliminação na Copa do Mundo deixou marcas no elenco
Na primeira Data Fifa após a Copa do Mundo de 2026, Endrick também relembrou a participação brasileira no torneio e a frustração com a eliminação nas oitavas de final diante da Noruega.
Antes do confronto com os noruegueses, o Brasil havia avançado com uma virada sobre o Japão na fase anterior. A sequência, porém, terminou antes do que os jogadores esperavam.
Endrick afirmou que a derrota teve impacto tanto sobre o elenco quanto sobre os torcedores que acompanhavam a campanha.
“Foi bem triste. Não só para nós, jogadores, mas para todo o povo brasileiro. Foi um momento bastante difícil. Nós não queríamos ter saído naquela etapa”, declarou.
O atacante relatou que o resultado levou jogadores a refletir sobre a própria participação e sobre o que poderia ter sido feito de maneira diferente durante a competição.
Endrick defende foco no presente para ajudar a Seleção
Ao comentar os efeitos da eliminação, o jogador utilizou a palavra “ferida” para descrever o sentimento deixado pelo Mundial. Apesar disso, defendeu que a equipe volte sua atenção ao trabalho e aos próximos compromissos.
“É uma ferida que vai ficar e que vamos tentar cicatrizar o mais rápido possível para poder ajudar a Seleção”, afirmou.
Para Endrick, o grupo precisa lidar com a frustração sem permanecer concentrado apenas no resultado passado. O atacante destacou a responsabilidade de buscar um desempenho melhor nas novas oportunidades com a camisa brasileira.
“Nós não podemos olhar para o passado, temos de olhar para o futuro e o presente que é o agora. Temos de tentar fazer o melhor para a seleção”, concluiu.
Risadas durante apresentação cultural geram críticas à Seleção
A passagem da Seleção Brasileira pela Austrália também foi marcada por uma polêmica fora dos gramados. Durante uma cerimônia de boas-vindas realizada por integrantes de povos aborígenes australianos, jogadores foram vistos rindo ou tentando conter o riso enquanto acompanhavam a apresentação.
O evento reuniu danças e expressões da cultura local para receber a delegação. As imagens circularam nas redes sociais e provocaram diversas críticas de internautas, que consideraram o comportamento dos atletas desrespeitoso diante das tradições dos anfitriões. Usuários cobraram maior consideração pela manifestação cultural e pelo gesto de acolhimento aos brasileiros.
Na cobertura do episódio, Samuel Lino foi registrado rindo e apontando, enquanto Vinícius Júnior apareceu falando ao ouvido de Endrick durante a apresentação. As cenas alimentaram o debate sobre a postura dos jogadores na recepção.
Um dos participantes da cerimônia, entretanto, afirmou que não enxergou desrespeito nas reações e ponderou que apresentações culturais podem ser recebidas de formas diferentes por visitantes de outros países. As declarações de Endrick sobre a pressão no futebol não fizeram referência direta à controvérsia.
