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Ataque terrorista na Austrália deixa 16 mortos durante celebração judaica

Tiroteio em massa na Austrália teve como alvo celebração de Hanukkah e é investigado como terrorismo antissemita

Um ataque terrorista ocorrido neste domingo (14) na praia de Bondi, em Sydney, resultou na morte de 16 pessoas e deixou ao menos 40 feridos, de acordo com autoridades australianas. O atentado aconteceu durante uma celebração do festival judaico de Hanukkah, que reunia mais de mil pessoas, e foi oficialmente classificado como ato de terrorismo com motivação antissemita.

A ação provocou pânico em uma das regiões mais turísticas do país, levando ao isolamento imediato da área e à mobilização de forças policiais e equipes especializadas em contraterrorismo.


Dinâmica do ataque em Bondi Beach

Durante o primeiro dia das celebrações religiosas, disparos foram efetuados em meio ao público presente, causando correria e cenas de desespero. Frequentadores da praia e participantes do evento tentaram se proteger enquanto os tiros continuavam.

Na sequência, agentes de segurança localizaram um objeto suspeito com características de artefato explosivo em um veículo estacionado nas proximidades. Outros materiais considerados perigosos foram recolhidos e seguem sob análise técnica.

Mesmo após o atentado, a inteligência australiana informou que o nível de ameaça terrorista no país permanece classificado como “provável”.


Balanço de vítimas e feridos

O ataque deixou 16 mortos, sendo 15 vítimas civis e um dos autores, morto durante confronto com a polícia. As vítimas tinham idades entre 10 e 87 anos.

Entre os mortos estão:

  • uma menina de 10 anos;
  • um rabino nascido no Reino Unido;
  • um policial aposentado;
  • um sobrevivente do Holocausto.

Além disso, 40 pessoas ficaram feridas, incluindo dois policiais. Parte dos feridos permanece internada em estado grave em hospitais de Sydney.


Identificação dos atiradores

De acordo com a BBC, os autores do atentado foram identificados como Sajid Akram, de 50 anos, e seu filho Naveed Akram, de 24. Ambos foram confirmados como pai e filho.

Após trocar tiros com os agentes, Sajid morreu ainda no local. Naveed foi preso ferido e segue hospitalizado em estado crítico, porém estável. Até o momento, não há indícios de envolvimento de outros suspeitos.


Suspeita de ligação com terrorismo internacional

Segundo informações preliminares da investigação, os dois suspeitos teriam jurado lealdade ao grupo Estado Islâmico. Durante a perícia, bandeiras associadas à organização extremista foram encontradas no carro utilizado no ataque.

As autoridades apuram se houve apoio externo ou se o atentado foi executado de forma isolada, além de investigar possíveis conexões internacionais.


Coragem de civil evitou mais mortes

Em meio ao ataque, o transeunte Ahmed al Ahmed conseguiu desarmar um dos atiradores, evitando que o número de vítimas fosse ainda maior. De acordo com familiares, ele foi baleado quatro ou cinco vezes no ombro.

Após passar por cirurgia, Ahmed segue internado em recuperação. O primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, Chris Minns, visitou o hospital e destacou publicamente o ato de bravura.


Reações políticas e debate sobre armas

O atentado provocou repercussão internacional e manifestações de repúdio de líderes políticos e autoridades. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, declarou que o país não irá tolerar violência motivada por ódio religioso.

Albanese afirmou ainda que irá defender o endurecimento das leis de controle de armas, após a confirmação de que Sajid Akram possuía licença legal para uso de arma de fogo para caça recreativa, reacendendo o debate sobre fiscalização e segurança pública.


Presidente do Senado brasileiro condena atentado

No Brasil, o presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, manifestou profunda tristeza e indignação diante do ataque ocorrido em Sydney. Em nota oficial, ele prestou solidariedade às vítimas, aos feridos e à comunidade judaica australiana.

Alcolumbre classificou o atentado como um ato cruel motivado pelo ódio e pelo antissemitismo, destacando que crimes dessa natureza ferem valores fundamentais como a vida, a liberdade religiosa e a convivência pacífica entre os povos.

O presidente do Senado afirmou ainda que o terrorismo, seja motivado por antissemitismo ou qualquer outra forma de ódio, é inaceitável, e ressaltou o compromisso do Congresso Nacional com a defesa dos direitos humanos e da liberdade religiosa.


Governo brasileiro manifesta repúdio ao atentado

O governo do Brasil, por meio do Ministério das Relações Exteriores, divulgou uma nota na tarde de ontem (14).

“O Governo do Brasil tomou conhecimento, com consternação, do atentado ocorrido hoje em Sydney, na Austrália, durante uma celebração judaica, que resultou na morte de pelo menos 11 pessoas e deixou cerca de 30 feridos.

O Governo brasileiro expressa solidariedade às famílias das vítimas, às pessoas feridas e a todos os demais afetados, bem como ao povo e ao Governo australianos. O Brasil reafirma seu enérgico repúdio a todo ato de terrorismo e a quaisquer manifestações de antissemitismo, ódio e intolerância religiosa.

Até o momento, não há registro de cidadãos brasileiros entre as vítimas. O Consulado-Geral do Brasil em Sydney segue monitorando a situação e pode ser acionado, em caso de emergência, pelo telefone +61 439 441 414.”


Contexto histórico e próximos passos

Tiroteios em massa são raros na Austrália, país que adotou legislação rigorosa sobre armas após episódios violentos ocorridos nos anos 1990. O ataque em Bondi é considerado um dos mais graves registrados nas últimas décadas.

As investigações continuam e ainda devem esclarecer:

  • a motivação detalhada dos autores;
  • a existência de outros alvos planejados;
  • a natureza exata do artefato apreendido;
  • possíveis falhas de segurança anteriores ao ataque.