O voo LA3858, que partiu de Guarulhos com 151 pessoas a bordo, ultrapassou o limite da pista durante o pouso sob chuva nesta segunda-feira (31); não houve feridos e passageiros precisaram ser desembarcados na área gramada.
Um incidente assustou passageiros e tripulantes na manhã desta segunda-feira (31) no Aeroporto Regional de Cascavel, no oeste do Paraná. Um avião da Latam Airlines que operava o voo LA3858 — partido do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) — ultrapassou o limite da pista durante a etapa final de pouso por volta das 9h45 e parou em uma área de lama no gramado adjacente. A aeronave transportava 145 passageiros e seis tripulantes, totalizando 151 pessoas a bordo, e, felizmente, ninguém ficou ferido.
Condições climáticas e dinâmica do incidente na chegada ao Paraná
Relatos preliminares colhidos no local e imagens de câmeras de segurança indicam que chovia no momento da aterrissagem em Cascavel. Antes de iniciar a descida definitiva, a aeronave precisou realizar uma órbita de espera (uma volta nos arredores) devido às condições meteorológicas adversas.
Durante o toque no solo, o equipamento derrapou lateralmente, perdendo tração no pavimento molhado e extrapolando os limites da pista de pouso. Parte do trem de pouso acabou afundando no lamaçal, o que conteve o avião na área de escape. Passageiros relataram momentos de tensão seguidos de alívio, destacando a habilidade da tripulação em manter o controle relativo da situação até a imobilização total.
Desembarque seguro, cancelamentos e assistência aos passageiros
Imagens divulgadas após a ocorrência mostraram os ocupantes deixando o interior da aeronave por meio de uma escada móvel instalada diretamente na área gramada. De lá, os viajantes foram transportados de carro até o terminal de passageiros do aeroporto.
Em nota oficial, a Latam confirmou que prestou toda a assistência necessária aos clientes e funcionários afetados. Como reflexo operacional do incidente, o voo de retorno LA3859 (Cascavel-Guarulhos) precisou ser cancelado, e a companhia começou a realocar os passageiros afetados em outras operações partindo de Foz do Iguaçu (PR).
A administração do aeroporto, juntamente com a companhia aérea, passou a avaliar as condições técnicas para a remoção segura da aeronave do local. Órgãos reguladores e autoridades aeronáuticas, como a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), foram acionados para acompanhar e investigar os fatores contribuintes para a derrapagem.
