Levantamento Real Time Big Data mostra os dois candidatos com 50% de resistência; Pablo Marçal registra 46% e também aparece tecnicamente empatado na liderança dentro da margem de erro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentam os maiores índices de rejeição entre os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026.
De acordo com uma pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (1º), 50% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum em Lula. Flávio Bolsonaro recebeu o mesmo percentual de rejeição.
O levantamento utilizou o modelo de rejeição múltipla. Nesse tipo de pergunta, o eleitor pode escolher mais de um candidato em quem não votaria. Por isso, os percentuais apresentados não precisam somar 100%.
Em terceiro lugar numérico está Pablo Marçal (PRTB), com 46% de rejeição. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o candidato está tecnicamente empatado com Lula e Flávio na liderança do índice.
Lula e Flávio registram 50% de rejeição
Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com o mesmo percentual de eleitores que descartam votar em seus nomes.
Os números indicam que os dois candidatos possuem bases conhecidas e consolidadas, mas também enfrentam uma elevada resistência de parte do eleitorado.
Em uma eleição presidencial, a rejeição pode assumir importância especial na disputa de segundo turno. Quando dois candidatos concentram a maior parte das intenções de voto, eleitores que preferiam outros nomes precisam decidir entre os finalistas, votar em branco, anular ou deixar de comparecer.
Um índice elevado de rejeição não significa necessariamente que o candidato esteja atrás nas intenções de voto. A rejeição mede a resistência, enquanto as pesquisas de primeiro e segundo turnos avaliam as preferências declaradas pelos eleitores.
Por esse motivo, um candidato pode liderar uma simulação eleitoral e, ao mesmo tempo, aparecer entre os nomes com maior rejeição.
Pablo Marçal aparece tecnicamente empatado na liderança
Pablo Marçal registra 46% de rejeição e ocupa a terceira posição numérica.
Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, o percentual de Marçal pode variar de 44% a 48%. Já os índices de Lula e Flávio podem oscilar entre 48% e 52%.
Como os intervalos se encontram, o instituto considera que há um empate técnico entre os três candidatos no topo da rejeição.
A diferença nominal de quatro pontos, portanto, não é suficiente para afirmar de forma definitiva que Marçal possui uma rejeição menor que a dos dois líderes.
Lula, Flávio Bolsonaro e Pablo Marçal formam o grupo de candidatos com maior resistência eleitoral no levantamento.
Caiado e Renan Santos aparecem com 39%
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem empatados numericamente, ambos com 39% de rejeição.
Os dois também estão em situação de empate técnico, pois registram exatamente o mesmo percentual e estão sujeitos à mesma margem de erro.
Os números colocam Caiado e Renan abaixo do grupo formado por Lula, Flávio e Marçal, mas ainda com uma parcela significativa do eleitorado afirmando que não votaria em suas candidaturas.
A rejeição pode ser influenciada por diferentes fatores, como conhecimento do candidato, posicionamento político, exposição na campanha, desempenho em debates e avaliação de sua trajetória pública.
O levantamento apresenta os percentuais registrados, mas não permite identificar sozinho os motivos que levaram cada eleitor a rejeitar determinado nome.
Zema tem 36% de resistência eleitoral
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aparece na sequência, com 36% dos entrevistados dizendo que não votariam nele de jeito nenhum.
O resultado coloca Zema em uma faixa intermediária da pesquisa, abaixo dos índices de Ronaldo Caiado e Renan Santos.
Ao mesmo tempo, a diferença entre candidatos próximos deve ser interpretada considerando a margem de erro.
Um índice menor de rejeição pode indicar espaço para crescimento, mas também pode estar relacionado a um nível mais baixo de conhecimento do candidato entre os eleitores.
Candidatos mais conhecidos tendem a acumular opiniões favoráveis e desfavoráveis mais consolidadas, enquanto nomes menos conhecidos podem apresentar rejeição menor e maior número de eleitores ainda sem uma avaliação definida.
Rui Costa Pimenta registra 32%
O candidato Rui Costa Pimenta (PCO) aparece com 32% de rejeição no levantamento do Real Time Big Data.
Na sequência está Samara Martins (UP), com 29%.
O escritor Augusto Cury (Avante) registra 28% de rejeição, ficando um ponto abaixo de Samara e um ponto acima de Wilson Grassi.
As diferenças reduzidas entre esses candidatos não devem ser interpretadas como posições definitivas, já que todos os percentuais estão sujeitos a uma margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.
Nesse grupo, os intervalos estatísticos se sobrepõem. Portanto, não é possível afirmar com segurança que um dos candidatos tenha rejeição efetivamente maior que todos os demais nomes próximos na tabela.
Augusto Cury tem 28% de rejeição
Augusto Cury aparece com 28% dos entrevistados afirmando que não votariam em sua candidatura.
O resultado coloca o candidato do Avante entre os nomes com rejeição numericamente inferior à registrada pelos principais candidatos da disputa.
A pesquisa, entretanto, não informa neste recorte qual é o nível de conhecimento de cada nome. Esse dado seria importante para compreender se a rejeição mais baixa representa uma avaliação favorável consolidada ou se parte dos eleitores ainda não conhece suficientemente o candidato.
A campanha eleitoral, a propaganda no rádio e na televisão, as entrevistas e os debates podem modificar esses percentuais ao longo da disputa.
Conforme os candidatos se tornam mais conhecidos, parte do eleitorado pode passar a considerá-los como opção, enquanto outra parcela pode aumentar sua resistência.
Wilson Grassi e Hertz Dias aparecem na sequência
O candidato Wilson Grassi (Democrata) registra 27% de rejeição, enquanto Hertz Dias (PSTU) aparece com 26%.
A proximidade dos resultados coloca os dois candidatos em empate técnico, considerando a margem de erro da pesquisa.
Edmilson Costa (PCB) tem 24% de rejeição, também dentro de uma faixa próxima aos percentuais registrados por Hertz Dias e Wilson Grassi.
As posições numéricas ajudam a organizar o resultado, mas não devem ser interpretadas isoladamente. Uma diferença de um ou dois pontos pode ser apenas resultado da variação esperada dentro da amostra.
Clariana Barão tem a menor rejeição da pesquisa
A candidata Clariana Barão (DC) apresenta o menor índice nominal de rejeição entre os nomes testados, com 22%.
O percentual significa que pouco mais de um quinto dos entrevistados afirmou que não votaria na candidata de jeito nenhum.
Assim como ocorre com outros candidatos menos conhecidos, a rejeição mais baixa não representa automaticamente maior intenção de voto.
Para avaliar a competitividade eleitoral, é necessário observar conjuntamente os índices de rejeição, intenção de voto, conhecimento do candidato e potencial de crescimento.
Rejeição baixa e intenção de voto baixa podem coexistir quando uma candidatura ainda é pouco conhecida nacionalmente.
Eleitores podiam rejeitar mais de um candidato
A pesquisa utilizou um cenário de rejeição múltipla. Os entrevistados puderam apontar todos os candidatos em quem não votariam de maneira alguma.
Esse detalhe é importante para compreender os números.
Uma mesma pessoa poderia rejeitar Lula, Flávio Bolsonaro, Pablo Marçal e outros candidatos ao mesmo tempo. Por isso, a soma dos percentuais supera 100%.
O modelo busca medir a resistência individual enfrentada por cada candidatura e identificar quais nomes possuem maior dificuldade para conquistar eleitores fora de suas bases.
Em uma pergunta de rejeição única, o entrevistado precisaria escolher somente um nome. Os resultados seriam diferentes e não poderiam ser comparados diretamente com os percentuais desta pesquisa.
Apenas 2% afirmam que poderiam votar em todos
Entre os entrevistados, 2% responderam que poderiam votar em qualquer um dos candidatos apresentados.
Outros 2% não souberam ou preferiram não responder à pergunta.
O percentual reduzido de eleitores dispostos a considerar todos os nomes indica que a maioria já possui algum grau de resistência a pelo menos uma candidatura.
A rejeição múltipla também ajuda a demonstrar o nível de fragmentação do eleitorado. Mesmo candidatos com menor resistência são descartados por parcelas relevantes dos entrevistados.
Rejeição pode influenciar estratégia de campanha
Os índices de rejeição são acompanhados pelas campanhas porque revelam as dificuldades para ampliar o apoio além do eleitorado já conquistado.
Candidatos com rejeição elevada podem investir em estratégias para moderar a imagem, dialogar com grupos resistentes e reduzir avaliações negativas.
Também podem concentrar esforços em aumentar a rejeição dos adversários, especialmente quando a eleição se encaminha para uma disputa polarizada.
Em um eventual segundo turno, o comportamento dos eleitores que rejeitam os dois finalistas pode ser decisivo.
Parte desse grupo pode escolher o candidato considerado menos distante de suas preferências. Outra parcela pode votar em branco, anular ou não comparecer.
O índice de rejeição, contudo, não determina sozinho o resultado de uma eleição. A decisão final depende da comparação direta entre os candidatos, do cenário político e econômico, das alianças e dos acontecimentos da campanha.
Diferenças devem considerar margem de erro
A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Isso significa que o índice de 50% registrado por Lula e Flávio pode variar, dentro da margem estimada, entre 48% e 52%.
A rejeição de 46% de Pablo Marçal pode oscilar entre 44% e 48%. É justamente o encontro dos limites que coloca os três nomes em situação de empate técnico.
Romeu Zema, com 36%, pode variar entre 34% e 38%. Ronaldo Caiado e Renan Santos, ambos com 39%, podem oscilar entre 37% e 41%.
A margem de erro precisa ser considerada principalmente nas comparações entre candidatos com diferenças pequenas.
Pesquisa ouviu 2 mil eleitores
O instituto Real Time Big Data entrevistou 2 mil eleitores entre os dias 27 e 31 de agosto.
O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
Esse índice de confiança significa que, se a pesquisa fosse repetida diversas vezes com a mesma metodologia, a expectativa é que 95% dos resultados ficassem dentro da margem indicada.
A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03490/2026.
O registro no TSE reúne informações sobre a metodologia, o contratante, o período de realização e outros detalhes obrigatórios para a divulgação de pesquisas eleitorais.
Veja os índices de rejeição
Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com 50% de rejeição cada. Pablo Marçal registra 46%, enquanto Ronaldo Caiado e Renan Santos têm 39%.
Romeu Zema aparece com 36%, seguido por Rui Costa Pimenta, com 32%. Samara Martins registra 29%, Augusto Cury tem 28% e Wilson Grassi aparece com 27%.
Hertz Dias soma 26% de rejeição, Edmilson Costa registra 24% e Clariana Barão encerra o levantamento com 22%.
O cenário mostra Lula, Flávio e Marçal tecnicamente empatados como os candidatos de maior rejeição, enquanto as posições dos demais nomes também apresentam sobreposições dentro da margem de erro.