Delegação reúne integrantes de 23 países e acompanhará votação, tecnologia eleitoral, campanhas e registros de violência em mais de 20 estados e no Distrito Federal
A Organização dos Estados Americanos (OEA) começou a enviar ao Brasil autoridades e especialistas que acompanharão o primeiro turno das Eleições 2026, marcado para este domingo, 4 de outubro. A missão contará com mais de 90 observadores de 23 nacionalidades, distribuídos por mais de 20 estados brasileiros e pelo Distrito Federal.
A delegação será chefiada por José Miguel Insulza, ex-secretário-geral da OEA e ex-ministro das Relações Exteriores do Chile. A equipe de liderança também inclui o ex-chanceler do Paraguai Eladio Loizaga e o ex-embaixador uruguaio Agustín Espinosa Lloveras, além de outras autoridades da organização.
A atuação dos observadores é credenciada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e regulamentada pela Justiça Eleitoral. Esta será a quinta eleição brasileira acompanhada pela OEA, que iniciou esse trabalho no país em 2018.
O que os observadores internacionais vão acompanhar
A missão analisará diferentes etapas e estruturas do processo eleitoral. Entre os pontos previstos estão a organização logística da votação, a implementação dos recursos tecnológicos e as atividades desenvolvidas pela Justiça Eleitoral.
O acompanhamento também abrangerá as campanhas dos candidatos, os veículos de comunicação e os índices de violência relacionados ao contexto eleitoral.
A análise, portanto, não ficará restrita ao funcionamento dos locais de votação no domingo. O trabalho incluirá aspectos da preparação do pleito e das condições em que ocorre a disputa.
Delegação terá reuniões com autoridades e sociedade civil
Durante a permanência no Brasil, os integrantes da OEA terão encontros com autoridades eleitorais e representantes do governo brasileiro.
A agenda também prevê reuniões com lideranças políticas e integrantes da sociedade civil. Esses contatos farão parte das atividades da delegação para acompanhar o processo eleitoral no país.
Sob a chefia de Insulza, a equipe reúne autoridades com experiência diplomática e especialistas responsáveis pela avaliação dos diferentes temas observados durante a missão.
OEA acompanha eleições brasileiras desde 2018
A presença da organização nas eleições brasileiras começou em 2018. Com a missão deste ano, a OEA chegará à sua quinta disputa acompanhada no Brasil.
O trabalho ocorre mediante credenciamento do TSE e segue as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. Segundo o tribunal, a observação internacional tem como objetivo contribuir para a imparcialidade da disputa e a transparência do processo eleitoral.
Ao fim da eleição, a missão apresentará um relatório com a avaliação das condições do pleito e recomendações para fortalecer o processo eleitoral.
Outras seis organizações também acompanharão a votação
Além da OEA, pelo menos outras seis organizações internacionais acompanharão as eleições brasileiras.
Entre elas estão o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a União Europeia e a Liga dos Estados Árabes (LEA).
Também participarão a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (Roaje-CPLP), a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e a Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE).
O primeiro turno será realizado neste domingo, 4 de outubro, com a presença das delegações internacionais credenciadas para acompanhar o processo.
