Portaria do Ministério da Justiça prevê atuação em Boa Vista e Pacaraima para reforçar segurança e preservar a ordem pública
O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou o uso da Força Nacional em duas cidades de Roraima — Boa Vista e Pacaraima, esta última localizada na fronteira com a Venezuela. A medida terá validade de 90 dias e entra em vigor a partir desta quinta-feira (8), conforme portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Atuação da Força Nacional em Boa Vista e Pacaraima
Segundo o texto da portaria, a Força Nacional atuará em apoio aos órgãos de segurança pública estaduais, com foco na preservação da ordem pública. A iniciativa alcança a capital Boa Vista e o município de Pacaraima, principal porta de entrada terrestre de migrantes venezuelanos no Brasil.
A quantidade de agentes mobilizados não foi detalhada e será definida de acordo com o planejamento da Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública.
Portaria não detalha pedido nem motivação específica
O documento publicado não esclarece quem solicitou formalmente a atuação da Força Nacional. A portaria também estabelece que o órgão demandante deverá garantir a infraestrutura necessária para a operação, sem especificar prazos intermediários ou metas.
Além disso, o texto não confirma se a autorização está diretamente relacionada aos eventos recentes na Venezuela, o que inclui a captura de Nicolás Maduro em uma operação conduzida pelos Estados Unidos.
Contexto regional e preocupação com fluxo migratório
A autorização ocorre em meio à instabilidade política na Venezuela, cenário que historicamente impacta o fluxo migratório para o Norte do Brasil. Autoridades brasileiras acompanham a situação com cautela, sobretudo em Pacaraima, onde o controle migratório costuma ser mais sensível a mudanças no país vizinho.
Nos últimos dias, integrantes do governo federal discutiram a possibilidade de reforço na presença de agentes na região, caso houvesse alteração significativa no fluxo de entrada de estrangeiros.
Exército descarta aumento imediato do efetivo
O Exército Brasileiro informou anteriormente que não haveria aumento do efetivo em Pacaraima no curto prazo. Segundo a corporação, cerca de 120 militares atuavam no controle migratório, e o fluxo havia diminuído nos dias que antecederam os acontecimentos mais recentes na Venezuela.
Apesar disso, autoridades estaduais têm defendido atenção redobrada na fronteira, citando a necessidade de prevenção diante de um cenário regional ainda incerto.
Governo de Roraima fala em “segurança redobrada”
O governador de Roraima, Antonio Denarium, afirmou que o momento exige vigilância reforçada na fronteira. A declaração reflete a preocupação local com possíveis efeitos colaterais da crise venezuelana, mesmo sem confirmação de aumento imediato no fluxo migratório.
A expectativa é que a presença da Força Nacional atue de forma preventiva, garantindo suporte às forças locais enquanto o governo federal monitora os desdobramentos no país vizinho.



