Procuradoria afirma não haver elementos suficientes para sustentar investigação sobre dinheiro encontrado com o parlamentar; decisão final cabe ao STF
PGR solicita arquivamento do caso
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento de parte do inquérito que investiga o senador Chico Rodrigues (PSB-RR), flagrado com dinheiro escondido na cueca durante uma operação da Polícia Federal em 2020.
O pedido foi encaminhado ao ministro Flávio Dino, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), e sustenta que não há elementos suficientes para justificar a continuidade da investigação contra o parlamentar.
Investigação apurava supostos desvios na pandemia
A apuração conduzida pela Polícia Federal investigava supostos desvios de recursos públicos destinados ao enfrentamento da pandemia de Covid-19 no estado de Roraima.
Apesar de o senador ter sido indiciado pela PF em 2021, a PGR concluiu que não foi possível comprovar a origem ilícita dos valores apreendidos — requisito essencial para caracterizar crimes como lavagem de dinheiro ou ocultação de patrimônio.
PGR não vê comprovação de ilegalidade
Valores apreendidos não tiveram origem criminosa comprovada
Segundo a Procuradoria, as suspeitas iniciais que relacionavam o senador a irregularidades em contratos financiados por emendas parlamentares não foram confirmadas ao longo da investigação.
Em manifestação oficial, a PGR afirmou que não se conseguiu demonstrar a procedência ilícita do dinheiro, incluindo os valores encontrados tanto em cofres quanto nas vestes íntimas do parlamentar durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.
Dinheiro foi encontrado durante operação da PF
Durante a operação realizada em outubro de 2020, a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 30 mil em espécie, parte do montante escondida na cueca do senador.
À época, Chico Rodrigues afirmou que o dinheiro seria utilizado para pagamento de funcionários e que o escondeu por nervosismo no momento da abordagem policial.
A investigação teve início após relatos de um ex-integrante da Secretaria de Saúde de Roraima, que levantaram suspeitas sobre a destinação de recursos públicos durante a pandemia.
PGR sugere envio de parte do caso à Justiça estadual
Além do arquivamento parcial, a PGR recomendou que os demais trechos da investigação, que envolvem empresários e servidores estaduais sem foro privilegiado, sejam remetidos à Justiça de Roraima.
Para o Ministério Público, não há razão para que esses pontos permaneçam no STF após o arquivamento das imputações contra o senador.
Decisão final cabe ao STF
A palavra final sobre o arquivamento do inquérito caberá ao ministro Flávio Dino, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
Caso o pedido seja acolhido, o senador ficará livre das acusações no âmbito do STF, enquanto os demais investigados seguirão sendo analisados pela Justiça estadual.



