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Itaquaquecetuba entra em situação de emergência por 180 dias após temporais

Município acumulou 117 milímetros de chuva em dois dias, registrou alagamentos, deslizamentos e danos em vias; uma mulher foi encontrada morta e 30 pessoas precisaram de acolhimento.


Prefeitura decreta situação de emergência

A Prefeitura de Itaquaquecetuba decretou situação de emergência nesta terça-feira (15) após os temporais que atingiram diferentes regiões da cidade. A medida terá validade de 180 dias e permitirá a adoção de ações emergenciais para atender a população e recuperar os locais afetados.

O município acumulou 117 milímetros de chuva entre sábado (12) e domingo (13). Novas precipitações também foram registradas na segunda-feira (14), dificultando o escoamento da água e ampliando os transtornos.

As chuvas provocaram alagamentos, inundações, deslizamentos e movimentações de terra. Vias e acessos foram danificados, enquanto moradores enfrentaram restrições para circular a pé ou de carro por diferentes pontos da cidade.


Bairros próximos ao Rio Tietê foram atingidos

Entre as regiões afetadas estão bairros próximos ao Rio Tietê, que transbordou durante as chuvas intensas.

Vila Maria Augusta, Vila Sônia, Fiorello e Vila Japão aparecem entre as áreas atingidas pelas inundações. O avanço da água invadiu ruas, interrompeu acessos e colocou imóveis em situação de risco.

A Estrada Valter da Silva Costa também registrou alagamentos. Outras ocorrências foram identificadas no Parque Residencial Marengo e no Jardim Marcelo, onde houve deslizamentos de terra.

Equipes municipais permanecem mobilizadas no monitoramento das áreas de risco, na limpeza das vias e no suporte aos moradores que precisaram deixar suas casas.


Decreto permite mobilização dos órgãos municipais

Com a situação de emergência, os órgãos da administração municipal poderão ser mobilizados para atuar nas ações de resposta ao desastre.

O decreto prevê medidas de assistência à população, recuperação de vias e reconstrução das estruturas danificadas. A prioridade será atender moradores em situação de vulnerabilidade e restabelecer os acessos comprometidos.

A Prefeitura também poderá convocar voluntários e organizar campanhas para arrecadar recursos destinados ao atendimento das famílias atingidas.

A medida amplia a capacidade de resposta do município durante o período de emergência, especialmente diante do risco de novos episódios de chuva.


Contratações emergenciais poderão ser realizadas

O decreto autoriza, dentro das regras previstas pela legislação, contratações emergenciais sem licitação para a compra de bens e a execução de obras e serviços considerados necessários.

A autorização poderá ser utilizada para intervenções diretamente relacionadas aos danos provocados pelas chuvas, como recuperação de vias, limpeza de áreas, retirada de materiais e reparos em estruturas afetadas.

A dispensa de licitação não elimina a obrigação de justificar as despesas e demonstrar que os contratos estão vinculados ao enfrentamento da emergência.

A medida busca acelerar a resposta do poder público em situações nas quais os procedimentos administrativos comuns poderiam atrasar obras ou atendimentos urgentes.


Defesa Civil poderá entrar em imóveis sob risco

Em situações de perigo iminente, agentes da Defesa Civil e outras autoridades administrativas poderão entrar em imóveis para prestar socorro ou determinar a retirada dos ocupantes.

O objetivo é proteger moradores de áreas sujeitas a deslizamentos, desabamentos, inundações ou outros riscos provocados pelas chuvas.

O decreto também permite o uso temporário de propriedades particulares quando houver perigo público. Caso a utilização provoque algum dano, o proprietário terá direito à indenização.

As medidas deverão ser aplicadas somente em situações emergenciais nas quais exista risco à vida, à segurança da população ou ao trabalho das equipes de resgate.


Mulher é encontrada morta em área alagada

Uma mulher foi encontrada morta na manhã de domingo (13) em uma área alagada da Estrada Valter da Silva Costa.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, ela estava com o namorado na noite anterior. Durante o trajeto de volta para casa, os dois se separaram e o homem não conseguiu mais localizá-la.

Na manhã seguinte, o namorado encontrou o corpo na água. A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência, inicialmente registrada como encontro de cadáver com suspeita de afogamento.

As circunstâncias da morte serão apuradas pelas autoridades responsáveis.


Trinta pessoas precisaram deixar suas casas

As chuvas intensas deixaram 30 pessoas em acolhimento institucional. Segundo a Prefeitura, sete famílias precisaram ser retiradas de suas casas e encaminhadas para um abrigo.

Os moradores estão recebendo alimentação, acomodação e acompanhamento socioassistencial no Centro de Convivência da Melhor Idade, o Cemi, localizado na região central de Itaquaquecetuba.

O espaço foi preparado para receber famílias afetadas por alagamentos, deslizamentos ou outras situações que impossibilitem a permanência segura nos imóveis.

O acolhimento continuará disponível enquanto houver moradores impedidos de retornar para casa ou risco nas regiões atingidas.


Áreas de risco permanecem sob monitoramento

A situação de emergência não significa que todos os danos já foram contabilizados. As equipes municipais ainda precisam avaliar a estabilidade do solo, as condições das moradias e os prejuízos causados em ruas e acessos.

As áreas que registraram deslizamentos e movimentações de terra exigem atenção especial, mesmo depois do fim das chuvas. O solo encharcado pode permanecer instável e apresentar novos deslocamentos.

Moradores de locais vulneráveis devem seguir as orientações da Defesa Civil e deixar os imóveis imediatamente caso recebam uma ordem de evacuação.

Com o decreto válido por 180 dias, Itaquaquecetuba terá um período de seis meses para executar medidas emergenciais, recuperar os pontos danificados e ampliar o atendimento às famílias atingidas pelos temporais.