Search
Close this search box.

Quaest mostra Lula com maior índice de desconfiança sobre honestidade entre presidenciáveis

Pesquisa aponta que 49% dos brasileiros não consideram o presidente honesto, enquanto 42% têm a mesma percepção sobre Flávio Bolsonaro; demais nomes avaliados são desconhecidos por mais de três quartos do eleitorado.


Lula lidera avaliação negativa sobre honestidade

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (16) mostra que 49% dos brasileiros não consideram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um político honesto. Outros 28% avaliam que o petista é honesto, enquanto 23% afirmam não conhecê-lo suficientemente, não sabem ou não responderam.

Lula apresentou o maior percentual de percepção negativa entre os seis possíveis candidatos à Presidência avaliados pelo levantamento.

A pesquisa também perguntou aos entrevistados sobre Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

Os resultados refletem a percepção declarada pelos entrevistados e não representam uma conclusão objetiva sobre a conduta dos políticos mencionados.


Flávio Bolsonaro é considerado desonesto por 42%

Flávio Bolsonaro aparece na segunda posição em relação à desconfiança do eleitorado. Segundo a Quaest, 42% dos brasileiros não consideram o senador um político honesto.

Outros 23% responderam que Flávio é honesto, enquanto 35% afirmaram não conhecê-lo o suficiente para opinar, não souberam ou não responderam.

Os dados colocam Lula e Flávio como os únicos nomes da pesquisa com percentuais de avaliação negativa acima de 40%. Eles também são os candidatos mais conhecidos entre os entrevistados, o que reduz consideravelmente a parcela sem opinião sobre ambos.

A diferença entre os índices de percepção negativa de Lula e Flávio é de sete pontos percentuais. No grupo que os considera honestos, o presidente aparece cinco pontos à frente do senador.


Lula também tem maior percentual de avaliação positiva

Apesar de liderar a percepção negativa, Lula também registrou o maior índice entre os entrevistados que consideram um candidato honesto.

Para 28% dos brasileiros, Lula é um político honesto. Flávio Bolsonaro aparece em seguida, com 23%.

O resultado mostra uma percepção mais consolidada e também mais polarizada sobre os dois principais nomes avaliados. Tanto Lula quanto Flávio possuem percentuais expressivos de respostas positivas e negativas, enquanto os demais candidatos enfrentam um nível muito maior de desconhecimento.

A diferença é importante para interpretar corretamente os números. Um candidato com rejeição aparentemente menor não é necessariamente visto de forma mais positiva, pois grande parte do eleitorado pode simplesmente não conhecê-lo o suficiente para emitir uma opinião.


Augusto Cury é desconhecido por 77% dos entrevistados

O escritor e candidato Augusto Cury é considerado honesto por 17% dos entrevistados. Outros 6% afirmaram que não o consideram honesto.

A maior parcela, equivalente a 77% dos brasileiros, declarou não conhecer Cury suficientemente, não soube opinar ou não respondeu.

Entre os nomes menos conhecidos, Cury apresentou o maior índice de percepção positiva e a menor avaliação negativa. O resultado, entretanto, deve ser observado junto ao elevado percentual de eleitores sem uma opinião formada sobre sua atuação política.

Embora seja amplamente conhecido por sua produção literária, a pesquisa sugere que sua imagem como candidato à Presidência ainda não está consolidada entre a maioria do eleitorado.


Caiado e Zema também enfrentam desconhecimento nacional

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi considerado honesto por 14% dos entrevistados. Para 9%, ele não é honesto. Outros 77% não o conhecem suficientemente, não souberam ou não responderam.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, apresenta números semelhantes. 13% o consideram honesto e 10% dizem que ele não é, enquanto 77% não possuem informações suficientes para avaliá-lo ou não apresentaram resposta.

Os resultados indicam que, apesar de comandarem dois estados importantes e participarem do debate político nacional, Caiado e Zema ainda precisam ampliar o nível de conhecimento de suas imagens entre os eleitores de todo o país.

Nos dois casos, mais de três quartos dos entrevistados não manifestaram uma avaliação definida sobre honestidade.


Renan Santos registra maior desconhecimento

Renan Santos apresentou o maior índice de desconhecimento entre os seis candidatos avaliados.

De acordo com a Quaest, 86% dos entrevistados não o conhecem suficientemente para opinar, não sabem ou não responderam. Apenas 6% afirmaram que Renan é honesto, enquanto 8% disseram que não o consideram assim.

O percentual reduzido de respostas positivas e negativas demonstra que sua imagem ainda não está formada para a maior parte da população.

Por esse motivo, os índices de Renan Santos, assim como os de Augusto Cury, Caiado e Zema, não devem ser comparados isoladamente aos resultados de Lula e Flávio Bolsonaro.


Desconhecimento altera comparação entre candidatos

Os percentuais mostram duas situações distintas entre os presidenciáveis avaliados.

Lula e Flávio Bolsonaro são amplamente conhecidos e, por isso, concentram avaliações mais definidas. No caso do presidente, 77% dos entrevistados manifestaram uma posição direta sobre sua honestidade. Em relação a Flávio, esse grupo representa 65%.

Entre os outros quatro nomes, o cenário é inverso. Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Romeu Zema registram 77% de desconhecimento ou ausência de resposta. Renan Santos chega a 86%.

Isso significa que os baixos índices de avaliação negativa dos candidatos menos conhecidos não podem ser interpretados automaticamente como sinal de maior confiança. A maioria dos entrevistados ainda não possui uma opinião suficiente para classificá-los como honestos ou desonestos.

A evolução desses números dependerá da exposição dos candidatos durante a campanha, da apresentação de suas propostas e da maneira como serão associados a temas políticos nacionais.


Pesquisa ouviu mais de 2 mil pessoas

A Quaest entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o Brasil entre os dias 10 e 13 de setembro.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%. O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal O Globo.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03607/2026.

A pergunta apresentada aos entrevistados buscou saber se, com base no que tinham visto ou ouvido, cada candidato era considerado um político honesto, desonesto ou ainda insuficientemente conhecido para uma avaliação.


Percepção de honestidade deve pesar na campanha

A pesquisa revela um desafio diferente para cada grupo de candidatos.

Lula e Flávio Bolsonaro entram na disputa com imagens amplamente conhecidas, mas enfrentam índices elevados de desconfiança. Para ambos, a campanha terá de buscar eleitores que já possuem uma avaliação negativa consolidada.

Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos enfrentam outro obstáculo: antes de convencer o eleitor sobre suas qualidades, precisarão tornar seus nomes e trajetórias conhecidos nacionalmente.

No cenário apresentado pela Quaest, Lula concentra simultaneamente o maior reconhecimento de honestidade e o maior índice de percepção de desonestidade. Flávio Bolsonaro aparece logo atrás nas duas avaliações.

Os números reforçam a polarização em torno das figuras mais conhecidas e mostram que, para os demais presidenciáveis, a disputa ainda começa pelo reconhecimento do próprio nome.