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Guardiola diz que seguirá usando sua voz para defender vítimas de conflitos globais

Técnico do Manchester City afirma que imagens de guerras e violência exigem posicionamento coletivo e reforça compromisso em se manifestar por uma sociedade mais justa


Declaração foi feita antes de semifinal da Copa da Liga Inglesa

O técnico do Manchester City, Pep Guardiola, afirmou que continuará usando sua visibilidade no futebol para defender vítimas de conflitos globais e da violência ao redor do mundo. A declaração foi feita durante uma entrevista coletiva antes da semifinal da Copa da Liga Inglesa, contra o Newcastle United.

Guardiola falou com jornalistas em Manchester, poucos dias após ter manifestado apoio às crianças nos territórios palestinos ocupados durante um concerto beneficente em Barcelona, o que gerou repercussão internacional.


Técnico afirma que nunca houve tanta informação disponível

Durante a coletiva, o treinador destacou que, pela primeira vez na história, a sociedade tem acesso imediato e direto às imagens de guerras e tragédias humanitárias, o que, segundo ele, aumenta a responsabilidade coletiva.

“Nunca, jamais, na história da humanidade tivemos a informação tão clara diante dos nossos olhos como temos agora”, afirmou Guardiola.

Para o técnico espanhol, ignorar o que acontece no mundo não é mais uma opção.


Guardiola cita conflitos na Palestina, Ucrânia e Sudão

Ao explicar seu posicionamento, Guardiola mencionou diferentes conflitos internacionais e crises humanitárias em curso.

“O genocídio na Palestina, o que aconteceu na Ucrânia, o que aconteceu na Rússia, o que acontece em todo o mundo, no Sudão, em todos os lugares”, declarou, referindo-se aos territórios palestinos ocupados por Israel.

Segundo ele, os acontecimentos não devem ser vistos como problemas distantes.

“O que acontece diante dos nossos olhos é um problema nosso, como seres humanos”, completou.


Sociedade precisa agir coletivamente, diz treinador

Guardiola defendeu que a transformação social depende de esforços coletivos, e não apenas de governos ou instituições.

Para ele, cada pessoa que ocupa uma posição pública tem o dever de contribuir para a construção de uma sociedade melhor, ainda que imperfeita.

“Não existe uma sociedade perfeita. Em nenhum lugar. Eu não sou perfeito. Precisamos trabalhar para ser melhores”, afirmou.


Caso nos Estados Unidos também foi citado

O treinador do Manchester City também mencionou episódios recentes de violência nos Estados Unidos, citando o assassinato de Renee Good e Alex Pretti, mortos por agentes federais de imigração, fato que provocou protestos em diversas cidades americanas.

“Diga-me como alguém pode defender isso”, questionou Guardiola ao comentar o caso.

Segundo ele, cenas como essas reforçam a necessidade de posicionamento público.


Compromisso pessoal e familiar motiva posicionamento

Guardiola afirmou que suas manifestações não têm caráter político-partidário, mas sim humanitário e moral. Ele disse que se pronuncia pensando nas próximas gerações.

“Quando vejo essas imagens, isso dói. Por isso, em qualquer posição em que eu possa ajudar a tornar a sociedade melhor, eu vou falar”, disse.

“Faço isso pelos meus filhos, pela minha família, por vocês”, completou.


Histórico de posicionamentos fora do futebol

Pep Guardiola é conhecido por assumir posições públicas sobre temas sociais e políticos, mesmo diante de críticas. Ao longo da carreira, ele já se manifestou sobre direitos humanos, conflitos armados e questões sociais, mantendo o discurso de que o futebol não está isolado do mundo real.

Para o treinador, a visibilidade do esporte pode — e deve — ser usada para chamar atenção para causas humanitárias.


Declaração reforça debate sobre esporte e política

As falas de Guardiola reacendem o debate sobre o papel de atletas e treinadores em temas globais, especialmente em um cenário de conflitos armados e crises humanitárias.

Ao encerrar, o técnico reforçou que silêncio não é uma opção diante do sofrimento humano visível.

“Se eu posso ajudar a falar, eu estarei lá. Sempre”, concluiu.