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ELEIÇÕES 2026: LULA, FLÁVIO BOLSONARO E CAIADO DÃO A LARGADA NA CORRIDA PRESIDENCIAL

Primeiro dia oficial de campanha é marcado por atos simbólicos, discursos de confronto e busca pela mobilização das bases eleitorais

A corrida presidencial de 2026 começou oficialmente neste domingo (16), com os principais candidatos ocupando as ruas e escolhendo locais de forte significado político para dar a largada à campanha. Entre os três primeiros colocados nas pesquisas mais recentes, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) adotaram estratégias diferentes para apresentar suas candidaturas ao eleitorado.

Na pesquisa Genial/Quaest divulgada em 14 de agosto, Lula aparece na liderança do primeiro turno, com 38% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 31%, e Ronaldo Caiado, com 4%. O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais. 

LULA RESGATA TRAJETÓRIA NO ABC

O presidente Lula escolheu São Bernardo do Campo, no ABC paulista, para iniciar oficialmente sua campanha à reeleição. O palco foi o Estádio 1º de Maio, local historicamente ligado à trajetória sindical do presidente e às greves dos metalúrgicos que marcaram sua entrada na política.

Segundo a cobertura da Folha de S.Paulo, o discurso teve forte tom emocional e buscou recuperar a memória dos primeiros governos Lula, além de estabelecer comparações com a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre as propostas apresentadas estão a criação de um Ministério da Segurança Pública, medidas para exploração de minerais estratégicos e a ampliação da isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil. O evento reuniu entre 20 mil e 30 mil pessoas, segundo estimativas divulgadas pela imprensa. 

FLÁVIO BOLSONARO APOSTA NA BASE DO PAI

Flávio Bolsonaro escolheu Copacabana, no Rio de Janeiro, tradicional reduto político da família Bolsonaro, para lançar sua campanha presidencial.

O candidato do PL adotou um discurso de oposição direta ao governo Lula, com forte ênfase em segurança pública, combate ao crime organizado, redução de impostos e críticas ao Supremo Tribunal Federal. Flávio também reproduziu um áudio do ex-presidente Jair Bolsonaro durante o evento e reforçou a ligação política com o pai.

A estratégia, segundo a cobertura da Folha e do UOL, é mobilizar o eleitorado bolsonarista e, ao mesmo tempo, apresentar Flávio como alternativa ao atual governo. 

CAIADO COMEÇA CAMPANHA EM GOIÁS

Terceiro colocado nas pesquisas recentes, Ronaldo Caiado iniciou a campanha em Goiás, seu principal reduto político. O candidato do PSD realizou uma carreata por cidades próximas ao Distrito Federal e reforçou o discurso de oposição ao governo Lula.

Caiado também afirmou que pretende apresentar uma alternativa de centro-direita e destacou a segurança pública como uma das principais bandeiras de sua candidatura. Durante os primeiros atos, declarou que é oposição ao presidente Lula e procurou se diferenciar tanto do petismo quanto do bolsonarismo. 

DISPUTA COMEÇA COM LULA NA FRENTE, MAS CENÁRIO É ACIRRADO

Apesar da liderança de Lula no primeiro turno, as pesquisas apontam uma disputa bastante competitiva para a segunda etapa. Na última Quaest, Lula aparece com 43% contra 40% de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno — resultado considerado empate técnico dentro da margem de erro. 

Outro levantamento, da CNT/MDA, divulgado em 11 de agosto, mostrou Lula com 42,4% no primeiro turno, Flávio Bolsonaro com 28,7% e Ronaldo Caiado com 4%. No segundo turno entre Lula e Flávio, o presidente aparece com 48%, contra 39,1% do senador.

O primeiro dia de campanha, portanto, confirma uma eleição marcada, neste momento, pela polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, enquanto Ronaldo Caiado tenta ocupar o espaço de uma terceira via competitiva.

Com a campanha oficialmente nas ruas, os candidatos passam agora a intensificar viagens, caminhadas, carreatas, comícios e ações digitais em busca dos votos. A tendência é de aumento da disputa pelo eleitorado indeciso e, principalmente, pelos votos de centro que podem ser decisivos para definir quem chegará ao segundo turno.