O governo federal confirmou que o Gás do Povo começará a funcionar no dia 24 de novembro de 2025, com a distribuição dos primeiros vales-recarga de botijões de gás de cozinha. A fase inicial será realizada em dez capitais brasileiras, entre elas Salvador, Fortaleza, Belém, Belo Horizonte, Recife, Goiânia, Teresina, Natal, Porto Alegre e São Paulo. O programa substitui o antigo Auxílio Gás e garante recarga gratuita de botijões de 13 kg para famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único, com prioridade para quem recebe o Bolsa Família. O governo estima que 15,5 milhões de famílias sejam atendidas quando o programa estiver totalmente implementado.
Como o benefício vai funcionar
A operação ficará sob responsabilidade da Caixa Econômica Federal, que fará a distribuição dos vales digitais e o credenciamento das revendas autorizadas. As famílias poderão retirar o botijão utilizando o CPF, o cartão do Bolsa Família ou um código de validação enviado ao celular.
O valor da recarga será definido pelo governo com base na média de preços apurada pela Agência Nacional do Petróleo. O benefício cobre 100% da recarga, com exceção de custos extras — como taxa de entrega, quando houver.
Na primeira fase, a previsão é atender 1 milhão de famílias nas capitais participantes, enquanto a expansão para todo o país deve ocorrer até março de 2026.

Objetivo e desafios do programa
O Gás do Povo foi criado para combater a pobreza energética, garantindo que famílias de baixa renda tenham acesso seguro ao gás de cozinha. O governo também espera reduzir o uso de lenha e outros combustíveis de risco, que afetam principalmente mulheres e crianças.
Entre os desafios estão a necessidade de manter os dados do CadÚnico atualizados, especialmente o CPF dos beneficiários, e a logística em municípios onde não há revendedoras credenciadas. Nesses casos, distribuidoras regionais deverão garantir atendimento, ou a família precisará se deslocar até uma cidade vizinha para retirar o botijão.




