Search
Close this search box.

Dia das pesquisas: Lula lidera corrida presidencial, enquanto Tarcísio abre vantagem em São Paulo

Levantamentos Atlas/Bloomberg e Genial/Quaest divulgados nesta quarta-feira (29) mostram o presidente à frente nas simulações nacionais e o governador paulista liderando a disputa estadual


A divulgação de novas pesquisas eleitorais nesta quarta-feira (29) apresentou um panorama das disputas previstas para outubro. No cenário nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto no primeiro turno e aparece à frente de todos os adversários testados nas simulações de segundo turno da pesquisa Atlas/Bloomberg.

Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) mantém a liderança na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. Segundo o levantamento Genial/Quaest, ele supera o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) tanto no primeiro quanto no segundo turno.

Os estudos também apontam um ambiente de forte polarização. Quase metade dos brasileiros afirma temer uma eventual eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enquanto uma parcela estatisticamente semelhante demonstra receio diante da possibilidade de reeleição de Lula.


Lula alcança 44,9% no principal cenário de primeiro turno

No principal cenário estimulado da pesquisa Atlas/Bloomberg, Lula registra 44,9% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece na segunda posição, com 35,8%.

A distância entre os dois primeiros colocados é de 9,1 pontos percentuais, superior à margem de erro do levantamento, de um ponto percentual para mais ou para menos.

O presidente e o senador concentram, juntos, 80,7% das intenções de voto, resultado que evidencia a força dos dois principais campos políticos na disputa presidencial. Nenhum dos demais candidatos apresentados aos entrevistados alcançou 10%.

Na terceira posição está Renan Santos, do Missão, com 7,8%. Em seguida aparecem o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 3,1%, e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com 2,8%.

Samara Martins (UP) alcançou 2,1%, enquanto Augusto Cury (Avante) obteve 1,6%. Cabo Daciolo (Mobiliza) e Hertz Dias (PSTU) registraram 0,1% cada. Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB) não pontuaram.

Os votos brancos e nulos representam 0,6% das respostas. Outros 1% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar.


Cenário reduzido aproxima Lula da metade dos votos

A Atlas/Bloomberg também apresentou aos eleitores uma simulação com apenas os cinco candidatos mais bem posicionados. Nesse recorte, Lula sobe para 47,4%, enquanto Flávio Bolsonaro chega a 37%.

A diferença entre os dois passa a ser de 10,4 pontos percentuais.

Renan Santos permanece com 7,8%. Caiado avança para 3,3%, enquanto Zema aparece com 2,9%. Os votos brancos e nulos somam 1,2%, e 0,4% dos participantes não soube responder.

A comparação entre os dois cenários indica que Lula absorve a maior parcela dos votos dos candidatos retirados da simulação, embora Flávio também apresente crescimento. Ainda assim, o resultado não elimina a possibilidade de segundo turno, já que o presidente permanece abaixo da maioria absoluta dos votos válidos no cenário apresentado.


Presidente vence todos os adversários testados no segundo turno

Nas simulações de confronto direto, Lula aparece à frente de todos os nomes avaliados pela Atlas/Bloomberg. As diferenças, no entanto, variam de acordo com o adversário.

Contra Flávio Bolsonaro, o presidente tem 49,2%, enquanto o senador alcança 42,9%. Brancos, nulos e eleitores que não souberam responder totalizam 7,9%. A vantagem do petista é de 6,3 pontos percentuais.

Em uma disputa contra Michelle Bolsonaro, Lula registra 48,8%, diante de 42,5% da ex-primeira-dama. A diferença também é de 6,3 pontos. Nesse cenário, os votos brancos e nulos e os entrevistados sem resposta somam 8,8%.

A pesquisa apresentou ainda uma simulação hipotética envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Caso pudesse participar da eleição, ele teria 43,9%, contra 49,2% de Lula. A distância entre os dois seria de 5,3 pontos, com 6,9% de brancos, nulos e indecisos.

Entre os nomes testados, Jair Bolsonaro é quem aparece numericamente mais próximo de Lula, embora o presidente continue liderando acima da margem de erro.


Lula também supera Caiado, Zema e Renan Santos

A vantagem do atual presidente aumenta nos confrontos contra candidatos que aparecem mais distantes dos primeiros colocados no levantamento de primeiro turno.

Diante de Ronaldo Caiado, Lula marca 48,2%, enquanto o ex-governador de Goiás obtém 38,9%. A distância chega a 9,3 pontos percentuais. Brancos, nulos e eleitores que não souberam responder representam 12,9%.

Contra Romeu Zema, o presidente alcança 48,6%, e o ex-governador mineiro registra 39,6%. Nesse caso, a vantagem de Lula é de nove pontos. Os entrevistados sem escolha por um dos dois candidatos somam 11,8%.

A diferença mais expressiva ocorre no confronto com Renan Santos. Lula aparece com 47,6%, enquanto o candidato do Missão tem 30,2%. A vantagem é de 17,4 pontos percentuais.

Esse cenário também apresenta o maior índice de eleitores fora da escolha entre os dois candidatos: 22,2% afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não souberam responder.

O percentual indica que Renan ainda enfrenta dificuldades para consolidar apoio além de sua base atual. Ao mesmo tempo, o número elevado de eleitores sem candidato definido revela um espaço eleitoral que poderia ser disputado durante a campanha.


Medo de Lula e Flávio reforça ambiente de polarização

Além das intenções de voto, a Atlas/Bloomberg perguntou aos entrevistados qual resultado eleitoral causaria maior preocupação.

Segundo o levantamento, 46,6% têm medo de uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro, enquanto 44,6% temem a reeleição de Lula. Outros 8,7% demonstram preocupação igual com as duas possibilidades, e 0,2% não soube responder.

Considerando a margem de erro de um ponto percentual, os dois principais índices estão empatados no limite da margem de erro. A diferença nominal entre eles é de dois pontos.

Os dados ajudam a explicar a concentração das intenções de voto em Lula e Flávio. Os dois lideram a corrida, mas também enfrentam resistência significativa entre parcelas amplas do eleitorado.

O levantamento sugere, portanto, uma eleição marcada não apenas pelo apoio a um candidato, mas também pelo voto motivado pela rejeição ou pelo receio da vitória do adversário.


Tarcísio lidera corrida pelo governo de São Paulo

Enquanto Lula aparece na dianteira nacional, Tarcísio de Freitas lidera a disputa pelo governo de São Paulo, de acordo com a pesquisa Genial/Quaest.

No cenário de primeiro turno, o atual governador registra 41% das intenções de voto. Fernando Haddad aparece em segundo lugar, com 26%. A vantagem de Tarcísio é de 15 pontos percentuais.

Na sequência estão Vera Lúcia (PSTU), com 3%, além de Carlos Machado (PCB) e Vivian Mendes (UP), ambos com 1%.

Os eleitores que pretendem votar em branco, anular o voto ou não participar da eleição representam 15%. Outros 13% afirmam estar indecisos.

A soma desses dois grupos chega a 28%, percentual que mantém uma parcela relevante do eleitorado paulista ainda disponível durante a campanha. Mesmo assim, Tarcísio apresenta uma vantagem consolidada sobre Haddad no cenário atual.


Governador abre 16 pontos sobre Haddad no segundo turno

A liderança de Tarcísio também se mantém na simulação de segundo turno apresentada pela Quaest.

Em uma disputa direta, o governador alcança 48% das intenções de voto, enquanto Haddad registra 32%. A diferença é de 16 pontos percentuais.

Na comparação com a pesquisa anterior, Tarcísio oscilou de 49% para 48%, uma variação dentro da margem de erro de dois pontos. Haddad permaneceu com os mesmos 32%.

Os votos brancos, nulos e as pessoas que dizem não pretender votar correspondem a 15%. Os indecisos representam 9%.

Embora Tarcísio esteja próximo da metade das intenções de voto, 24% dos entrevistados ainda não escolheram nenhum dos dois nomes no confronto direto. O percentual reúne indecisos, brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar.


Cenários nacional e paulista mostram forças diferentes

Os dois levantamentos medem disputas distintas e foram realizados com metodologias próprias, o que impede uma comparação direta entre seus percentuais. Ainda assim, os resultados ajudam a desenhar o ambiente político do início da campanha eleitoral.

No plano nacional, Lula preserva a liderança, mas Flávio Bolsonaro aparece como seu principal adversário e concentra uma parcela expressiva das intenções de voto. O presidente vence todas as simulações de segundo turno, embora enfrente disputas mais próximas contra os integrantes da família Bolsonaro.

Em São Paulo, Tarcísio de Freitas mantém vantagem confortável sobre Fernando Haddad. O governador lidera o primeiro turno e amplia a diferença no confronto direto.

Os números também mostram desafios diferentes para cada candidatura. Lula precisa administrar a elevada resistência à sua reeleição, enquanto Flávio enfrenta um nível semelhante de temor entre os eleitores. Haddad, por sua vez, precisa reduzir a vantagem de Tarcísio e conquistar parte do expressivo grupo de paulistas que ainda não definiu voto.


Metodologia da pesquisa Atlas/Bloomberg

A Atlas/Bloomberg entrevistou 5.021 eleitores de todo o Brasil entre os dias 22 e 27 de julho. As entrevistas foram realizadas por meio de recrutamento digital aleatório.

A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi financiado pelo próprio instituto e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08602/2026.

A pesquisa eleitoral da AtlasIntel referente a maio de 2026 foi suspensa pelo TSE. Por esse motivo, os números daquele período não foram incluídos no gráfico evolutivo do instituto.


Metodologia da pesquisa Genial/Quaest

A Genial/Quaest ouviu 1.650 eleitores do estado de São Paulo entre os dias 23 e 27 de julho, por meio de entrevistas presenciais.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo SP-04846/2026.