Segundo Haddad, aproximadamente 2,5 milhões de pessoas com dívidas de até R$ 100 terão a oportunidade de ter suas negativações removidas.


Nesta segunda-feira (17), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que até 2,5 milhões de brasileiros poderão ter suas negativações removidas na primeira fase do programa de renegociação de dívidas do governo, chamado Desenrola Brasil. O programa, que começou a operar hoje, é uma promessa de campanha do presidente Lula e tem como objetivo incentivar a renegociação de dívidas de pessoas físicas por meio de incentivos do governo federal às instituições credoras.

Nesta etapa, os bancos que optarem por participar do programa terão que “limpar o nome” de brasileiros que possuem dívidas de até R$ 100, sem perdoar o débito, mas comprometendo-se a não incluir esses devedores nos cadastros negativos. Isso permitirá que esses indivíduos tenham seus nomes limpos e possam realizar compras a prazo, contrair empréstimos ou fechar contratos de aluguel, por exemplo.

Inicialmente, o Ministério da Fazenda previa que cerca de 1,5 milhão de pessoas seriam beneficiadas pela desnegativação nesta etapa. No entanto, de acordo com Haddad, o número pode chegar a 2,5 milhões com a adesão de novos bancos ao programa.

O Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica, Itaú Unibanco e Santander já confirmaram sua participação, enquanto o Nubank ainda não se pronunciou. O C6 Bank informou que está em processo de cadastramento e terá até o dia 27 de julho para se habilitar.

O ministro da Fazenda atribuiu o aumento no número de beneficiados à participação do Nubank no programa.

Segundo a declaração, “Havia um único banco em dúvida sobre aderir ou não devido às poucas vantagens no crédito presumido. Esse banco, o Nubank, possui 1 milhão de CPFs negativos. Portanto, estamos aguardando sua decisão. Se todos os grandes bancos aderirem, serão 2,5 milhões de CPFs.” O prazo para que as instituições “limpem o nome” desses clientes encerra no dia 28 próximo.

Veja também