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Lula aparece em foto oficial do G7 na França em meio a tensão por tarifas dos EUA

Presidente brasileiro participa como convidado da cúpula na França em meio à proposta norte-americana de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros


Lula participa de foto oficial do G7 ao lado de líderes mundiais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta terça-feira (16), da foto oficial da cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França. O registro reuniu chefes de Estado e representantes das principais economias ricas do mundo, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A imagem ocorre em um momento de tensão diplomática e comercial entre Brasil e Estados Unidos, após o governo norte-americano propor a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

O Brasil não faz parte do G7, mas foi convidado para participar das discussões ampliadas da cúpula. É comum que o país anfitrião convide nações não integrantes do grupo para acompanhar parte dos debates.


O que é o G7

O G7 é um fórum formado por algumas das principais economias ricas do mundo. Fazem parte do grupo Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão, além da União Europeia, que participa das reuniões.

O grupo discute temas globais como economia, guerra, clima, segurança, tecnologia e relações internacionais. Embora não tome decisões obrigatórias, o G7 tem forte influência política e econômica nas discussões internacionais.

Nesta edição, o Brasil participa como convidado, em um momento de debate sobre comércio internacional, inteligência artificial e medidas unilaterais adotadas por grandes economias.


Lula e Trump não se cumprimentaram após o registro

Durante a foto oficial, Lula ficou ao lado do primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz. Atrás do presidente brasileiro estava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também participou do chamado “retrato de família” e ficou ao lado do anfitrião da cúpula, o presidente francês Emmanuel Macron.

Após a foto, Lula conversou rapidamente com Ursula von der Leyen. Enquanto os dois dialogavam, Trump passou pelo local, mas não houve cumprimento entre os presidentes brasileiro e norte-americano naquele momento.

Até a última atualização, não havia confirmação sobre uma conversa entre Lula e Trump na abertura da cúpula.


Tensão aumenta após proposta de tarifa contra produtos brasileiros

A presença dos dois líderes no mesmo evento ocorre em meio ao aumento da tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos.

O governo norte-americano concluiu uma investigação comercial e propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo o relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o Brasil teria adotado práticas consideradas prejudiciais a empresas norte-americanas.

Entre os pontos mencionados estão regras relacionadas ao Pix, políticas ambientais, combate à corrupção e proteção à propriedade intelectual.

A medida ainda não entrou em vigor. Antes de uma decisão final, prevista para julho, a proposta passa por um período de consultas públicas.


Governo brasileiro critica medida dos Estados Unidos

O governo Lula reagiu com críticas à proposta norte-americana e classificou o tratamento como inaceitável. A avaliação do Planalto é que o Brasil não deve aceitar medidas unilaterais sem negociação prévia.

A expectativa é que Lula use sua participação no G7 para defender uma posição contrária ao protecionismo e ao unilateralismo nas relações comerciais.

Na diplomacia, o protecionismo ocorre quando um país adota medidas para proteger seus produtores locais, muitas vezes dificultando a entrada de produtos estrangeiros. Já o unilateralismo se refere a ações tomadas por um país contra outro sem diálogo ou acordo prévio.


Brasil deve defender fortalecimento de organismos internacionais

Segundo diplomatas, Lula deve levar aos líderes do G7 a mensagem de que o Brasil é contrário ao tarifaço norte-americano, mas sem adotar um confronto direto com Donald Trump.

A posição brasileira deve defender que organismos internacionais, como a Organização Mundial do Comércio, tenham mais força para atuar em disputas comerciais globais.

Na semana anterior à cúpula, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, representou o Brasil em uma reunião preparatória comandada pelo presidente francês Emmanuel Macron. Na ocasião, o governo brasileiro já havia defendido maior participação de organismos multilaterais em conflitos comerciais.


Inteligência artificial também entra na pauta

Além das discussões sobre comércio e economia, Lula também deve participar de um almoço dedicado ao tema da inteligência artificial.

A expectativa é que o presidente brasileiro afirme que o Brasil não persegue plataformas digitais e que não discrimina empresas de tecnologia. O governo deve reforçar que o país está aberto a receber operações de companhias do setor, desde que elas atuem de acordo com as leis brasileiras.

O tema ganhou relevância porque, em uma das justificativas para a proposta de tarifas contra o Brasil, o governo dos Estados Unidos citou medidas tomadas pelo Poder Judiciário brasileiro envolvendo empresas norte-americanas de tecnologia.

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