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Jovem denuncia novo abuso contra suspeito de estupro coletivo em Copacabana

Relato de vítima que tinha 17 anos na época veio à tona após repercussão do caso de violência sexual ocorrido em um apartamento no Rio de Janeiro.


Um dos suspeitos presos pelo estupro coletivo contra uma adolescente em Copacabana, no Rio de Janeiro, foi denunciado por outra jovem que afirma ter sido vítima de abuso sexual durante uma festa quando ainda era menor de idade.

Segundo o relato da vítima à polícia, o agressor seria Victor Hugo Oliveira Simonin, que estudava com ela no Colégio Pedro II. O episódio teria ocorrido quando a jovem tinha 17 anos, mas ela decidiu procurar as autoridades apenas recentemente, após a repercussão do caso de estupro coletivo registrado em 2024.

A vítima afirma que o novo caso ganhou força após a prisão dos suspeitos, o que encorajou outras possíveis vítimas a relatarem episódios de violência sexual envolvendo os mesmos jovens.


Jovem relata tentativa de forçar sexo oral durante festa

De acordo com o depoimento, o episódio ocorreu durante uma festa em que os dois estavam se beijando. A jovem afirma que o rapaz tentou forçá-la a praticar sexo oral, mesmo após ela ter recusado.

Segundo o relato, ele teria insistido e pressionado sua cabeça para baixo enquanto os dois estavam juntos.

A vítima contou que chegou a dizer que não faria aquilo, especialmente naquele ambiente, mas afirma que o agressor continuou insistindo. Em determinado momento, ela perdeu o equilíbrio e caiu no chão.

Ainda segundo o depoimento, nesse momento o jovem teria continuado tentando forçar o ato sexual, segurando sua cabeça.

A situação só teria sido interrompida quando um segurança apareceu no local, permitindo que ela se levantasse e voltasse para a festa.


Vítima diz que só percebeu gravidade do episódio depois

A jovem relatou que demorou para compreender completamente o que havia ocorrido naquela noite.

Segundo ela, apenas mais tarde conseguiu identificar o episódio como um abuso sexual.

Após o ocorrido, a vítima também afirma que recebeu mensagens do suspeito convidando-a para ir a um apartamento, convite que ela diz nunca ter aceitado.

A jovem afirma que só conseguiu falar sobre o caso recentemente, motivada pela repercussão das investigações envolvendo o estupro coletivo em Copacabana.


Críticas à escola por possível omissão

No depoimento, a jovem também afirmou acreditar que a escola tinha conhecimento de comportamentos problemáticos envolvendo alguns estudantes.

Segundo ela, os jovens envolvidos já teriam recebido advertências, suspensões e mudanças de turno ao longo do período escolar.

Em nota, o Colégio Pedro II informou que todas as denúncias são acolhidas e analisadas pela instituição. A escola também declarou que abriu processo disciplinar relacionado ao caso de estupro coletivo, que pode resultar no desligamento dos alunos envolvidos.


Relembre o caso de estupro coletivo em Copacabana

O crime que levou à prisão dos suspeitos aconteceu em 31 de janeiro de 2024, quando uma adolescente de 17 anos foi atraída para um apartamento em Copacabana por um colega.

Segundo a investigação, ao chegar ao local a jovem foi trancada em um quarto e submetida a agressões físicas e sexuais por cerca de uma hora.

O ataque teria sido cometido por quatro adultos e um menor de idade. Após conseguir sair do apartamento, a vítima voltou para casa em estado de choque e com marcas pelo corpo, o que levou a família a procurar a polícia e registrar a denúncia.


Suspeitos foram presos e menor foi apreendido

Após a investigação, quatro suspeitos maiores de idade se entregaram às autoridades e foram encaminhados ao sistema penitenciário. Um quinto envolvido, menor de 17 anos, foi apreendido e encaminhado ao sistema socioeducativo do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).

As defesas dos cinco investigados negam as acusações e afirmam que pretendem demonstrar a inocência dos jovens ao longo do processo judicial.

Enquanto isso, a polícia continua analisando possíveis novos relatos de vítima

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